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09/03/2017 | 12h28

Negócios

Parar inovar, Mercedes e Eaton se unem a aceleradora

Com Liga AutoTech, empresas buscam startups com soluções automotivas


GIOVANNA RIATO, AB

O esforço na busca por inovação motivou empresas dos setores automotivo e de transportes a firmar parceria com a Liga Ventures, aceleradora focada em estabelecer cooperação entre startups e grandes companhias. A organização criou o programa Liga AutoTech para buscar oportunidades de negócio nas áreas de mobilidade e de transportes. A iniciativa atraiu o interesse de grandes empresas: Mercedes-Benz, Eaton, Sascar, Ticket Log e Repom decidiram abraçar o projeto.

A ideia é mapear startups voltadas a estes setores e selecionar entre 10 e 16 empresas para serem aceleradas. Estão previstas para 2017 duas rodadas com duração até quatro meses cada uma. “Abrimos as inscrições há duas semanas e já tivemos sturtups interessantes se cadastrando. Esperamos atrair de 150 a 200 empresas para o processo de seleção”, conta Rogério Tamassia, diretor da Liga Ventures e um dos idealizadores da Liga AutoTech.

Segundo ele, não era o objetivo inicial, mas o programa acabou atraindo as grandes corporações voltadas ao setor de veículos pesados e transporte de carga. Com estes interesses em comum, a busca tem como principal alvo startups que propõem soluções inovadoras de telemetria, melhoria da experiência do consumidor, cibersegurança e veículos conectados.

Segundo ele, cada uma das companhias envolvidas no programa poderá escolher dois negócios para serem acelerados em cada um dos ciclos. Entre as responsabilidades das patrocinadoras do programa está a oferta de mentoria com executivos de alto escalão para ajudar a formatar a startup, explorar oportunidades e ensinar estas jovens empresas a transitar e cooperar com grandes corporações.

AS OPORTUNIDADES DA INOVAÇÃO ABERTA

Uma iniciativa de inovação aberta com a cooperação de grandes players da indústria é algo raro na área automotiva. A Liga AutoTech quer justamente abrir as portas das companhias participantes para o ecossistema de startups como uma chance de inovar de forma diferente, menos ligada à tecnologia e mais relacionada ao negócio em si. “As empresas participantes vão perceber que dá para firmar parcerias para inovar. As startups são ferramenta poderosa para isso”, avalia Tamassia.

Já no primeiro ano do programa, com a inscrição dos jovens negócios interessados em participar, ele pretende criar um banco de dados valioso que vai reunir as informações de cada iniciativa. “Nosso objetivo é mapear e reunir em uma só plataforma as soluções relacionadas ao setor oferecidas hoje pelas startups. Atualmente estes dados estão completamente pulverizados”, conta.

Ele diz ainda que as corporações que abraçaram o programa pretendem testar novas soluções e modelos de negócio em parceria com as jovens empresas, o que torna o processo mais ágil e evita uma série de burocracias internas. “As companhias também devem extrair um aprendizado valioso sobre novas formas de trabalhar, com velocidade. A mentoria oferecida pelos executivos também vai funcionar como uma espécie da capacitação para eles.” Tamassia enumera ainda que, com o programa, as corporações se aproximam de jovens talentos que hoje já não são atraídos para os programas de treinee.

“No passado o sonho da minha geração era ter uma banda de rock. O sonho dos jovens hoje é montar startup. Os grandes talentos muitas vezes ficam fora do radar e das ferramentas que as grandes empresas têm hoje para recrutar”, diz. Na visão dele, ao se inserir no ecossistema de inovação, companhias como Mercedes-Benz e Eaton passam a ser mais atraentes para estes jovens profissionais.

“A cadeia automotiva é muito horizontalizada, com muitas oportunidades de inovação”, observa. Na análise de Tamassia, explorar melhor estes espaços deixou de ser opcional para se tornar absolutamente necessário às companhias que pretender continuar relevantes no setor. “É uma indústria que vai mudar completamente nos próximos cinco anos”, lembra.

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