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Balanço | 27/03/2017 | 18h34

Crise aprofunda prejuízo da Randon em 2016

Perdas chegam a R$ 67,2 milhões, mais que o dobro do ano anterior

REDAÇÃO AB

A Randon encerrou 2016 com prejuízo de R$ 67,2 milhões, resultado quase três vezes maior do que as perdas de R$ 24,6 milhões registradas no ano anterior. O faturamento líquido diminuiu 13,1% no comparativo anual, para R$ 3,68 bilhões, ajudado em parte pelos melhores resultados com as exportações e queda menos intensa em mercados externos.

A retração econômica registrada nos últimos três anos no Brasil e a consequente crise no segmento de caminhões vem abalando profundamente os negócios da companhia, que apesar das dificuldades, manteve a liderança no mercado de implementos aumentando sua participação de 26% em 2015 para 29% no ano passado, embora as vendas de implementos tenham diminuído 22%, com apenas 23 mil unidades no total.

“A Randon está ingressando numa nova era”, disse o presidente da companhia, David Abramo Randon, referindo-se à política de gestão de custos na estrutura, gestão e processos das empresas nos últimos anos para enfrentar a crise.

Por segmento, a divisão montadora, que produz os implementos, reboques e semirreboques, além de vagões e veículos especiais, como escavadeiras, caminhões off-road e minicarregadeiras, faturou R$ 1,2 bilhão, representando 44,4% da receita total. As vendas de semirreboques representaram 65% das receitas desta divisão, com a entrega de pouco mais de 9,8 mil unidades, volume 6,9% menor que o verificado em 2015. As vendas de vagões, que representaram 32% da receita, diminuíram 20%, para 1,5 mil unidades, embora a empresa tenha apurado 40% de participação neste segmento no Brasil. Em veículos especiais, cuja queda acentuou-se para 45%, com apenas 196 unidades, foram diretamente afetadas pela falta de investimento governamental e pela baixa demanda no segmento da construção civil. Elas representaram 3,1% da receita da divisão.

“Os últimos exercícios (anos) foram desafiadores e impuseram à companhia medidas difíceis e complexas em prol da adequação ao impacto da economia nos negócios, que mantém a saúde financeira das empresas em condições para atravessar a longa crise”, destacou o diretor financeiro e de relações com investidores, Geraldo Santa Catarina.

Entre as iniciativas está em andamento o projeto para aumentar as exportações pelo sistema CKD, o envio do produto em partes a ser montado no local de destino. Em 2016, a empresa também demitiu: as Empresas Randon fecharam pouco mais de 1,1 mil vagas, encerrando o ano com um total de 7.375 empregados, 13,6% menos do que em 2015.

Por sua vez, a divisão de autopeças faturou R$ 1,3 bilhão no ano, representando 50,1% da receita total da companhia. Devido à baixa demanda das montadoras, a divisão recorreu outras oportunidades de negócios e parcerias, por meio de seus canais de distribuição, o que garantiu quedas abaixo de 10% nas vendas de produtos, exceto suspensões e rodagem, cujo tombo das vendas foi superior a 28%. As exportações de autopeças do grupo Randon somaram US$ 100 milhões em 2016, leve alta de 0,3% sobre o ano anterior. Os serviços financeiros, que inclui banco e consórcios Randon, representaram 5,5% da receita da companhia.

As projeções da Randon para 2017 apontam para uma pequena melhora na receita bruta total, para R$ 3,9 bilhões sobre os R$ 3,68 bilhões do ano passado; com uma receita líquida também melhor, de R$ 2,8 bilhões contra os R$ 2,62 bilhões. Com receita de US$ 240 milhões no exterior.



Tags: Randon, prejuízo, crise, faturamento, vendas.

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