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Importadores seguem bloqueados por cotas

Mercado | 08/05/2017 | 18h00

Importadores seguem bloqueados por cotas

Vendas de associados da Abeifa já caíram 36% no quadrimestre

REDAÇÃO AB

Os importadores de veículos associados à Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores), continuam a registrar severa contração das vendas. Em abril passado, as empresas que representam atualmente 18 marcas no País emplacaram apenas 2.044 unidades, em queda de 28,4% ante o mesmo mês de 2016. No primeiro quadrimestre deste ano, o acumulado de 8.128 emplacamentos, contra 12.716 no mesmo período do ano passado, registra retração de 36,1%.

- Veja aqui os emplacamentos de veículos importados vendidos pelos sócios da Abeifa
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O resultado negativo dos associados da Abeifa não é creditado somente à queda do mercado brasileiro de veículos, mas também porque os importadores continuam bloqueados pelas cotas máximas de importação de 4,8 mil unidades por empresa, conforme regulação imposta pelo Inovar-Auto desde 2013, que sobretaxa com 30 pontos porcentuais aplicados ao IPI de todas as unidades importadas acima do limite permitido. A situação foi agrava pelo câmbio desfavorável, acima de R$ 3 por dólar, que torna muito cara e inviabiliza qualquer operação fora da cota.

“Voltamos a indagar por que manter os 30 pontos no IPI até o fim do ano, impedindo a recuperação do setor de veículos importados e, por consequência, a sobrevivência da rede autorizada de concessionárias”, argumenta José Luiz Gandini, presidente da Abeifa, em comunicado distribuído pela entidade. “E se não é possível extinguir o Inovar-Auto nesse quesito, por que não liberar as cotas não utilizadas em 2016?” A pergunta faz referência ao pedido dos importadores feito no fim de 2016, que não encontrou qualquer resposta do governo, mesmo após a condenação em primeira instância na Organização Mundial do Comércio (OMC), que considerou ilegal o programa e sua sobretaxação acima da alíquota máxima de 35% permitida do imposto de importação, que já vinha sendo aplicada pelo Brasil aos veículos importados.

RECUPERAÇÃO DA MÉDIA DIÁRIA

O volume de vendas dos importadores da Abeifa em abril representou queda de 16,7% em relação a março, motivada pelos dois feriados que reduziram os emplacamentos de um mês para outro, mas as vendas diárias cresceram de 106 veículos emplacados por dia útil 113, acompanhando a tendência do mercado interno total, que registrou vendas diárias de 8.465 unidades em abril contra 7.993 em março.

No comunicado da Abeifa, Gandini voltou a destacar que as importações de veículos não representam risco ao equilíbrio da balança comercial brasileira, tendo em vista que as exportações do setor vêm registrando recordes este ano. “Por isso não há qualquer sentido em frear as importações”, disse. “A recuperação comercial do setor de importados, além de salvar a rede de concessionárias, vai contribuir efetivamente com o recolhimento de impostos, fator essencial ao governo e ao País, já que a venda de importados está represada há pelo menos cinco anos”, acrescentou.

Também segue bastante reduzida a participação dos associados da Abeifa no total de importações de veículos do País. No acumulado do primeiro quadrimestre, as vendas das 18 marcas filiadas à entidade juntas representaram apenas 1,33% do mercado nacional inteiro, e 11,9% de todos os modelos importados emplacados no País, que em sua maioria são trazidos pelas montadoras instaladas no Brasil coligadas à Anfavea, que importam principalmente de suas fábricas na Argentina e México.

Entre as associadas à Abeifa que também têm produção nacional, BMW, Chery, Land Rover, Mini e Suzuki fecharam o mês de abril com 1.128 unidades emplacadas, total que representou queda de 8,3% em relação a março. Comparado a abril de 2016, houve aumento de 34,1%, enquanto no acumulado as cinco empresas totalizaram 4.184 unidades emplacadas, em alta de 54,6%. Parte dos porcentuais positivos contam com a produção da Jaguar Land Rover, que iniciou sua operação de montagem em Itatiaia (RJ) em junho do ano passado.



Tags: Abeifa, importadores, importações, mercado, vendas, emplacamentos de importados, Inovar-Auto, cotas.

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