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Randon reverte prejuízo e volta ao lucro no trimestre

Balanço | 10/05/2017 | 19h12

Randon reverte prejuízo e volta ao lucro no trimestre

Reporta ganhos de R$ 1,6 milhão sobre perdas de R$ 9,6 milhões há um ano

REDAÇÃO AB

Após começar 2016 com prejuízo, a Randon volta ao lucro neste início de 2017, reflexo da pequena melhora dos negócios no primeiro trimestre. O grupo reportou lucro líquido de R$ 1,6 bilhão contra perdas de R$ 9,6 milhões de um ano antes, informa em comunicado. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos e depreciação de ativos) ficou 3,8% acima do valor obtido em mesmo período de 2016, para R$ 48,2 milhões, com margem de 8,3% do faturamento. Ajustado aos efeitos do hedge accounting, o Ebitda sofre queda de 36,1%, passando de R$ 88,3 milhões para R$ 56,4 milhões.

Contudo, o faturamento ainda segue em queda, de 21,1% no comparativo anual, de R$ 734,6 milhões para R$ 579,7 milhões. No primeiro trimestre, a produção de implementos rodoviários encolheu 15% sobre igual acumulado de 2016, embora a produção de caminhões tenha registrado crescimento de 4% no período, suportado, principalmente, pelo aumento das exportações, impulsionando os volumes de vendas de autopeças.

“Mesmo com a confiança de consumidores e empresários melhorando e com o controle da inflação e redução de juros, o cenário do setor automotivo ainda demonstra prudência nos investimentos por parte dos clientes”, afirma o diretor financeiro e de relações com investidores, Geraldo Santa Catharina, para quem ainda é preocupante a alta ociosidade do parque fabril automotivo brasileiro.

Alguns fatores influenciaram negativamente o desempenho das receitas, entre eles, a queda de 76,7% das vendas de vagões, que recuou de 726 para 169 unidades em um ano. Por outro lado, a apreciação do real frente ao dólar afetou positivamente as receitas vindas do exterior.

As vendas para o mercado externo somaram US$ 30,9 milhões entre janeiro e março, redução de 3,9%, sobre iguais meses do ano passado. As exportações representaram 17% da receita líquida no período contra 16,6%, no mesmo intervalo de 2016. Os principais destinos foram países do Mercosul e Chile, cuja participação chega a 45% do total. Alguns países deste bloco foram beneficiados pelo aumento da safra, que assim como no Brasil, foi superior ao ciclo anterior, melhorando e movimentou mais os negócios. Já as vendas para a África continuam perdendo relevância nos volumes exportados, representando apenas 4,2% do total exportado sobre 8% registrados há um ano, principalmente pela baixa do preço do petróleo.

No segmento de implementos e veículos especiais, segue a fraca demanda observada desde o ano passado. Os volumes também foram afetados por mudanças na legislação que causaram redução de pedidos, principalmente de semirreboques canavieiros. Por outro lado, a safra recorde de grãos ajudou a reduzir o tamanho da frota ociosa e está possibilitando a retomada de negócios em alguns segmentos, com aumento no número de pedidos ao longo do trimestre, principalmente no mês de março. Neste contexto, as vendas da Randon ficaram cresceram 5,2%, de 2,30 mil para 2,42 mil unidades, incluindo as vendas em mercados externos.

O mercado de caminhões vem apresentando um cenário distinto entre mercado interno e externo. Por um lado, a demanda doméstica continua fraca, enquanto o crescimento das exportações contribuiu significativamente para números positivos de produção, cenário que permitiu às empresas de autopeças capturar oportunidades para ampliar volumes e receitas. Caso da Master, que no entre janeiro e março registrou faturamento líquido 12% maior quando comparado ao mesmo acumulado de 2016. As demais empresas dessa divisão também estão apresentaram volumes melhores de produção no período e à medida que o crescimento do segmento de caminhões se intensifique, essas empresas poderão se beneficiar de maneira mais consistente. Por outro lado, a economia fraca afetou o desempenho da Fras-le (leia aqui).

Na área de vagões ferroviários, o transporte de cargas para exportação, como grãos, minério e celulose tem sustentado o crescimento do modal ferroviário no Brasil nos últimos anos. No entanto, por contar com um mercado restrito, a sazonalidade de pedidos interfere de maneira significativa nos volumes de vendas dos fabricantes, que foi o caso do primeiro trimestre deste ano. A companhia vendeu 169 vagões contra 726 unidades no ano anterior, uma queda expressiva de 76,7%.



Tags: Randon, lucro, balanço, faturamento, implementos.

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