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Itaipu amplia presença de veículos elétricos no Brasil

Tecnologia | 01/06/2017 | 13h44

Itaipu amplia presença de veículos elétricos no Brasil

Entregará um Renault Fluence para uso do Ministério de Minas e Energia

REDAÇÃO AB

A partir da segunda-feira, 5, o governo brasileiro contará com o terceiro veículo elétrico para uso oficial do Poder Executivo. Será um Renault Fluence cedido à Itaipu como parte do seu Programa Veículo Elétrico que existe há 10 anos. A usina repassará o modelo e mais dois eletropostos em regime de comodato para o Ministério de Minas e Energia. Há pouco mais de um mês, outros dois carros elétricos, um Fluence e um Zoe, foram entregues à sede da Eletrobrás, em Brasília, e mais dois eletropostos, pelo programa.

“É uma forma de dar nossa contribuição ambiental para a sociedade. O repasse ajuda a incentivar e divulgar a tecnologia do veículo elétrico”, afirma o diretor geral da Itaipu Binacional, Luiz Fernando Vianna.

Atualmente, a Itaipu mantém doze veículos elétricos cedidos, incluindo este que vai para o MME. Os outros onze estão na Eletrobrás, Copel, Exército, ONU Mulher, Universidade Federal de Santa Catarina e um no Paraguai, entregue ao governo. Em sua própria frota, a usina mantém 100 diferentes tipos de veículos elétricos, desde automóveis até um avião.

PROGRAMA VEÍCULO ELÉTRICO NO BRASIL

Para permitir pesquisas sobre o impacto dos veículos na rede elétrica, o Programa VE também incorporou à frota modelos que já são produzidos em série pela indústria automotiva. Entre eles, o compacto Fiat 500e e os Renault Twizy, Zoe (compactos) e o sedã Fluence ZE. Em 2014, o programa avançou com a montagem de 32 modelos Renault Twizy em um galpão anexo ao CPDM-VE, em Foz do Iguaçu (PR), com o objetivo de viabilizar estudos para a elevação gradual do índice de nacionalização dos componentes usados nos veículos elétricos, além de preparar fornecedores de peças no Brasil e no Paraguai (leia aqui).

Em 2009, a Iveco produziu em parceria com a Itaipu o Daily Elétrico, e na sequência, o programa desenvolveu o primeiro ônibus 100% elétrico do País e o primeiro ônibus híbrido, movido a eletricidade e a etanol. A estreia do híbrido foi durante a Cúpula de Presidentes do Mercosul, em dezembro de 2010. A última parceira a entrar no programa, em 2015, foi a BMW, que produz o elétrico i3, também utilizado para os estudos de impacto do veículo à rede elétrica.

Em 10 anos, o programa resultou em uma economia de R$ 240 mil, considerando que a própria empresa produz a energia que abastece os carros (se a energia fosse comprada, a economia seria de R$ 110 mil). Em todo o Brasil, a economia seria da ordem de R$ 100 bilhões ao ano, estima a Itaipu. Foram rodados 836 mil quilômetros e deixaram de emitir 87 toneladas de CO2 na atmosfera, para o qual que seria necessário o plantio de quase quinhentas árvores para neutralizar seus efeitos. A eficiência energética do carro elétrico é de 90% contra 37% dos veículos movidos a gasolina. O custo da energia é de 1/5 em comparação ao combustível.

Em 2014, o programa entrou em uma nova fase, com o lançamento do Programa de Mobilidade Elétrica Inteligente (Mob-i), em parceria com o Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel (Ceiia), de Portugal, que contempla sistemas de gestão de energia para abastecimento, gestão de frota e compartilhamento de veículos elétricos, tendo como base a plataforma Mobi.me, aplicativo desenvolvido pela Ceiia.

Atualmente, o Mob-i mantém um centro de operações no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu, e três projetos-piloto: o Curitiba Ecoelétrico, o Brasília Ecomóvel e o Mob-i ONU, os dois últimos desenvolvidos na capital federal. No fim de 2016, a Itaipu Binacional e PTI, em parceria com o Ceiia, de Portugal, inauguraram o Sistema de Compartilhamento Inteligente (SCI), para compartilhamento de veículos elétricos. O projeto piloto atenderá por enquanto apenas trabalhadores da própria Itaipu e PTI e é feito por meio de um aplicativo no smartphone. Inicialmente, serão utilizados 10 unidades do Renault Twizy e quatro pontos de mobilidade inteligente (PMI), que são as estações para retirada e devolução dos carros. A ideia, no futuro, é ampliar o sistema para toda a frota de Itaipu.



Tags: Itaipu, veículo elétrico, Renault, Fluence.

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