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Caminhões anotam alta geral em julho

Comerciais | 04/08/2017 | 18h15

Caminhões anotam alta geral em julho

Todos os segmentos cresceram, mas acumulado ainda tem queda de 14%

MÁRIO CURCIO, AB

A venda de caminhões cresce mês a mês desde abril e somou 4,5 mil unidades em julho. Foi o melhor mês para o setor em 2017 e registrou alta de 7,5% sobre junho. “Houve crescimento em todos os segmentos”, recorda Luiz Carlos Gomes de Moraes, vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). No entanto, a queda no acumulado do ano, quando foram licenciadas 26 mil unidades, ainda é bastante acentuada, 14,1%.

Com a falta de reação mais consistente, a Anfavea adiou mais uma vez a revisão dos números de emplacamentos e mantém a projeção de 65,5 mil veículos pesados na soma de caminhões e ônibus e pequena alta, pouco provável, de 6,4%.

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No acumulado de 2017, o maior volume permanece para os caminhões pesados, que registraram 9,1 mil emplacamentos e ligeira queda de 3,2% ante o mesmo período do ano passado. O transporte de grãos continua motivando as vendas desses modelos.

A queda mais acentuada, de 22%, ocorre para os caminhões leves, que tiveram 6,1 mil unidades licenciadas até julho, ante 7,8 mil em iguais meses de 2016.

A análise por marca mostra a situação difícil de alguns fabricantes tradicionais como a Agrale, que teve apenas 75 caminhões emplacados no acumulado do ano, com queda de 45,3%, e a Iveco, que com 982 veículos recuou 38,3%.

MERCADO EXTERNO E PRODUÇÃO

As exportações somaram 16,6 mil unidades e expressiva alta de 47,4%. O maior volume foi o de caminhões semipesados, 6,1 mil veículos e crescimento de 82%. “Os fabricantes continuam abrindo caminhos e têm exportado até mesmo para a Rússia”, recorda Antonio Megale, presidente da Anfavea.

A produção total foi de 43,2 mil caminhões no acumulado até julho, resultando em alta de 19% sobre os mesmos sete meses de 2016. No entanto, a ociosidade na indústria de caminhões ainda é alta, “entre 70% e 75%”, diz Megale.

QUEDA NOS ÔNIBUS SE ACENTUA

Em julho foram licenciados apenas 1,2 mil ônibus no País, volume 27% menor que o do mesmo mês de 2016. Com isso a retração no acumulado do ano aumentou. Era de 13,8% até junho e avançou para 16,9% até julho no confronto com os mesmos sete meses do ano anterior. De acordo com a Anfavea, os fabricantes ainda aguardam a renovação de frotas urbanas, sobretudo a da cidade de São Paulo. “Esses emplacamentos devem ocorrer no fim do ano”, estima Moraes.

As vendas externas de ônibus somaram 4,9 mil unidades no acumulado do ano, apresentando estabilidade em relação aos mesmos sete meses do ano passado: “Este é um setor em que o Brasil tem tradição em exportar e apresentou bom desempenho em 2016”, recorda Moraes. O maior volume de embarques permanece com os modelos urbanos, 3,1 mil, ante 1,8 mil rodoviários.

EXPORTAÇÕES OBRIGAM REVISÃO DE PROJEÇÕES

A Anfavea ajustou parte de suas projeções. A entidade elevou a estimativa de exportação de veículos pesados (caminhões e ônibus juntos) de 34,4 mil para 35,9 mil em 2017 e com isso a alta em relação a 2016 passará de 9,7% para 14,7%.

A produção teve um ajuste menor por causa do fraco desempenho do mercado interno. Em vez de 100 mil a entidade espera agora 101,5 mil veículos pesados. Com isso, a previsão de alta sobre 2016 passou de 26,3% para 28,2%.



Tags: Caminhões, ônibus, Anfavea, Luiz Carlos Gomes de Moraes, Antonio Megale, exportações, capacidade ociosa.

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