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04/09/2017 | 16h43

Mercado

Vendas de carros importados crescem 3,9%

Mais dias úteis em agosto contribuem para volume maior sobre julho


REDAÇÃO AB

As vendas de carros importados voltaram a apresentar balanço positivo ao atingir volume de 2.821 unidades em agosto, o que representa aumento de 3,9% sobre o resultado de julho, quando foram emplacados 2.712 veículos, de acordo com os números divulgados pela Abeifa, associação que reúne marcas importadoras e fabricantes de veículos. O setor já havia registrado saldo positivo em julho, embora os volumes ainda estejam muito aquém de sua capacidade (leia aqui).

- Veja aqui o desempenho das associadas
- Veja aqui outros dados da Abeifa
-Veja outras estatísticas em AB Inteligência

Parte do aumento dos emplacamentos em agosto se deve ao seu maior número de dias úteis, que neste ano atingiu o pico de 23 contra os 21 de julho. Apesar disso, a média diária para o setor de importados caiu 5,4%, passando de 129 para 122 unidades vendidas em cada um dos dias úteis do mês.

Considerando as vendas dos carros produzidos pelas associadas da Abeifa que têm fábrica no Brasil (BMW, Chery, Land Rover, Mini e Suzuki), as vendas de agosto pelas importadoras e também fabricantes chegam a 4.774 unidades licenciadas, levando a uma participação de 2,27% do mercado total de automóveis e comerciais leves emplacados no País, que foi de 209,8 mil unidades.

No acumulado de janeiro a agosto, as vendas de importados ficou em 18,8 mil unidades, queda de 23,1% sobre igual período de 2016. Ao somar com as vendas dos modelos produzidos aqui pelas associadas, que foi de 11,3 mil, este volume sobe para 30,2 mil, aumento de 50% na comparação anual. Com isto, o market share é de 2,19% sobre o total emplacado de 1,38 milhão de veículos em todo o mercado.

Para a Abeifa, o setor só voltará a recuperar o fôlego de forma mais consistente a partir de 2018, com o fim do Inovar-Auto:

“Não estamos comemorando, mas o fim do Inovar-Auto é um alento para o setor de veículos importados, que poderá vislumbrar a possibilidade de retomar suas vendas. Chegamos ao auge de 199 mil veículos licenciados em 2011, caímos para 35 mil no ano passado e nossa previsão é fechar o ano com 27 mil unidades. Com o fim dos 30 pontos porcentuais adicionais do IPI, o setor projeta recuperação: podemos chegar a 40 mil unidades em 2018”, afirma em nota o presidente da entidade, José Luiz Gandini. “Desde o início, as empresas importadoras apoiaram o programa Inovar-Auto, que trouxe avanços significativos ao setor automotivo, exceto a imposição da barreira tarifária de 30 pontos porcentuais no IPI e a limitação por cota de 4.800 unidades/ano por marca. Com o Rota 2030, uma evolução do Inovar-Auto, programa que obteve amplo debate com a participação assídua de mais de 60 representantes da cadeia automotiva, o polo produtivo brasileiro terá plenas chances de conquistar maior competitividade internacional, sem – no entanto – aniquilar a atividade de importação”, defende o executivo, que também é presidente da Kia.

Além disso, Gandini afirma que os preços dos veículos devem subir no ano que vem: “Como nos últimos três anos do Inovar-Auto, os importadores não pagaram os 30 pontos percentuais do IPI por entender que era impossível vender veículos fora da cota máxima de 4.800 unidades por ano, tratou-se apenas de simples trava nos volumes, e, de outro lado, diante das prováveis exigências do governo de investimentos em P&D e em engenharia ou em fundos destinados a essa finalidade, como é o caso dos importados, por meio do programa Rota 2030, os preços de veículos importados tendem a subir a partir de 1º de janeiro de 2018”.

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