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14/09/2017 | 17h00

Lançamentos

Honda muda visual do Fit e altera seus preços

Versão de entrada está 5,5% mais barata; demais subiram de 2,4% a 8,7%


MÁRIO CURCIO, AB

Fit EXL foi tabelado em R$ 80,9 mil, alta de 2,5%
A Honda fez pequenas mudanças de estilo e conteúdo na linha 2018 do Fit. Ele chega às revendas a partir de sexta-feira, dia 15, e estará em toda a rede até o fim do mês. A opção mais acessível, com câmbio manual, baixou 5,5% e custa agora R$ 58,7 mil. Todas as outras foram reajustadas para cima.

A antiga DX, vendida somente com câmbio automático CVT, tabelada em R$ 63,2 mil e que atendia às pessoas com deficiência (PcD) chama-se agora Personal. Está bem mais equipada e sai por R$ 68,7 mil, um aumento de 8,7%. Nas demais opções (LX, EX e EXL) os valores foram reajustados para cima entre 2,5% e 3,7%.

A renovação externa resultou mudanças na grade, no desenho dos para-choques e na utilização de LEDs em faróis e lanternas. Foi a primeira alteração importante no carro desde abril de 2014. Como num jogo dos sete erros, é preciso ver o antes e o depois em fotos para reconhecer as novidades, caso contrário elas passarão despercebidas pela maioria.

O carro traz agora luzes de rodagem diurnas em LED. Nas versões DX, LX e EX elas estão na parte inferior do para-choque. Vêm de série no EX e estão disponíveis como acessório para DX e LX. O Fit topo de linha EXL recebe faróis totalmente em LED, inclusive para luz alta ou baixa.

As lanternas traseiras agora se acendem também região das colunas e incorporaram a função de segurança ESS (Emergency Stop Signal). Em freadas mais fortes elas piscam rapidamente, um recurso que reduz o risco de colisões traseiras.




Velho e novo: à esquerda, com azul mais vibrante, se vê o carro anterior. No modelo 2018, o redesenho da grade e dos para-choques é acompanhado de novos faróis e lanternas traseiras com LEDs, que iluminam até as colunas.

No conteúdo do carro o destaque é a entrada do sistema VSA (Vehicle Stability Assist), com controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa e luzes de frenagem de emergência, tudo de série em todas as versões. O sistema de direção mudou: “A Honda aplicou uma nova caixa e um motor elétrico sem escovas, o que resultou em respostas mais precisas”, afirma o engenheiro líder de projeto do Fit, Ricardo Badin.

Há também uma nova central multimídia com tela de sete polegadas, navegador integrado, Apple CarPlay e Android Auto, mas esta equipa apenas a versão topo de linha EXL, de R$ 80,9 mil. Segundo a Honda, seu manuseio é semelhante ao de um tablet. Garante a operação intuitiva de mapas do GPS ou do Waze (por meio do Android Auto), além de permitir a reprodução de música via Bluetooth, por dispositivos portáteis ou de serviços de streaming (via conexões Bluetooth, Android Auto ou Apple CarPlay).

O motor permanece o mesmo 1.5, que produz até 116 cavalos quando abastecido com etanol ou 115 cv com gasolina. A transmissão manual (que está apenas na nova DX) tem cinco marchas. Todas as outras são equipadas com a automática CVT, que nas opções EX e EXL simula sete velocidades e inclui aletas para trocas de marcha atrás do volante.

O carro recebe nota A em consumo de combustível pelo selo do Inmetro. Com câmbio manual e na cidade faz 8,3 km/l com etanol e 11,6 km/l com gasolina. Na estrada as marcas sobem para 9,5 (e) e 13,6 km/l (g). Quando equipado com câmbio CVT, em uso urbano faz 8,3 km/l com etanol e 12,3 km/l com gasolina. Em rodovia são 9,9 km/l (e) e 14,1 km/l (g).

SOBRE A NOVA OPÇÃO PcD

A versão Personal, sempre equipada com transmissão CVT e capaz de atender aos portadores de necessidades especiais, traz de série controlador automático de velocidade, bancos com sistema Ultra Seat (que permite rebater dianteiros e traseiros, formando uma cama) e retrovisores com luz indicadora de direção. A versão tem também os itens comuns às outras como ar-condicionado, direção elétrica, vidros, travas e retrovisores com acionamento elétrico, mais volante com regulagens de altura e profundidade.

O nome Personal vem da possibilidade de um pacote adicional com rodas de liga leve de 15 polegadas e sistema de áudio com controles no volante e câmera de ré. Confrontando os valores do DX 2017 e do novo Personal com as isenções para PcD, o preço passou de R$ 48,2 mil para R$ 52,5 mil, alta de 8,9%.


Painel de instrumentos com computador de bordo é item de série nas versões EX e EXL. Nova central multimídia com tela de 7 polegadas é exclusiva da EXL.

O Fit passou por uma grande mudança no primeiro semestre de 2014. Naquele ano, somados os antigos e os renovados, ele teve 53,7 mil unidades emplacadas, uma média de quase 4,5 mil carros por mês. Em 2015, apesar do aprofundamento da crise econômica e da migração de seus consumidores para utilitários esportivos, o carro registrou 42,5 mil licenciamentos, atingindo média de 3,54 mil unidades mensais.

Este ano manteve média acima de 2 mil unidades por mês até março, quando se iniciaram as vendas do utilitário esportivo WR-V (criado, diga-se, a partir do Fit). De abril em diante essa média recuou para 1,9 mil Fit por mês, o que pode ser explicado tanto pela troca de preferência dos consumidores como pela transição da linha 2017 para a 2018, uma vez que ele é montado em Sumaré, onde a Honda produz também os sedãs Civic e City e os utilitários esportivos HR-V e WR-V.

“Ainda não há uma definição sobre a abertura da fábrica de Itirapina”, afirmou o diretor de relações institucionais da Honda, Sérgio Bessa, quando questionado sobre a possibilidade de desafogar a planta de Sumaré. Segundo ele a Honda não espera um aumento expressivo nas vendas do Fit a não ser neste primeiro momento. Sendo assim o carro permanecerá na casa das 2 mil unidades mensais.

Veja abaixo os preços da linha Fit 2018:

DX (manual) – R$ 58,7 mil
Personal (CVT) – R$ 68,7 mil
LX (CVT) – R$ 70,1 mil
EX (CVT) – R$ 75,6 mil
EXL (CVT) – R$ 80,9 mil

Comentários: 2
 

Gian
15/09/2017 | 08h11
É duro ter que se conformar com esses preços!!! Mas a culpa é dos próprios brasileiros que aceitam isso .... Engraçado como, com mais tecnologia em todas as versões, o de entrada reduz o preço e os outros aumentam !!!!! Que apareçam os desinformados para comprá-lo ... sempre tem! Na própria notícia mostra que no mínimo tem uns 2mil/mês por ai ...rsrsrs

Simone
18/09/2017 | 08h44
O carro é uma graça, porém os preços estão sempre mais altos do que o dissídio do trabalhador brasileiro, uma incoerência, pois o aumento das montadoras sempre é de, no mínimo, 8% ou 9%, enquanto o meu dissídio foi de 3%. O último carro zero que consegui comprar foi em 2012. Concordo com o Gian, acima, quando diz que o brasileiro aceita. Infelizmente, só no Brasil o carro tem um valor absurdo como esse, não justifica custar tanto. As montadoras tem que acompanhar as inovações tecnológicas, porém é uma obrigação das montadoras oferecer sempre mais, mas não abusar no aumento dos preços. A troca por led, por exemplo, já é uma justificativa para aumentar o valor do carro muito além de uma simples lanterna de led? Não, não é, né?

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