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01/11/2017 | 17h48

Negócios

Henkel projeta crescimento para divisão automotiva

Empresa percebe sinais de retomada após meses de queda da demanda


GIOVANNA RIATO, AB

Com portfólio amplo, Brotherhood pretende largar na frente na retomada
Depois de três longos anos de contração na indústria automotiva, a Henkel enfim percebe aquecimento de seus negócios no setor. “Este ano fizemos uma série de revisões das nossas expectativas porque a evolução da demanda nos surpreendeu. Ainda assim, nossa projeção é de que o crescimento mais consistente virá apenas entre 2018 e 2019”, diz Murilo Brotherhood, diretor de soluções químicas para setor automotivo da companhia. Ele afirma, no entanto, que a empresa não trabalha com crescimento de dois dígitos em nenhum cenário.

A divisão automotiva da Henkel fornece selantes, adesivos e tratamento de superfície para a indústria. “Se os últimos anos foram difíceis para as montadoras, para os fornecedores foi ainda pior”, afirma, citando a enorme pressão sobre os preços e margens da companhia, que forçou um trabalho interno para reduzir custos, mas sem enxugar o quadro de funcionários. Ao contrário: em 2016 a companhia ampliou em 5% seu número de colaboradoras, considerando todas as divisões, para 950 pessoas no Brasil baseados entre a área administrativa e três fábricas, em Diadema, Itapevi e Jundiaí, todas no Estado de São Paulo.



Brotherhood diz que, para enfrentar o período difícil, a Henkel reforçou o posicionamento como fornecedora de soluções, não simplesmente de produtos. Um dos exemplos deste compromisso foi a oferta de uma tecnologia de tratamento de superfície mais atual para a Mercedes-Benz, em Juiz de Fora, que conseguiu economizar 1 milhão de litros de água por ano ao incorporar a novidade na planta. “Há uma série de possibilidades. Nossos produtos podem ser usados para reduzir peso do veículo, algo que as empresas buscam cada vez mais”, diz.

A maior parte do portfólio da marca é produzidas localmente, mas alguns itens de baixo volume, mais voltados ao segmento premium, seguem importados, como determinados adesivos para o fechamento do motor, por exemplo. “Dependendo do momento e do produto podemos trazer da Alemanha, ou dos Estados Unidos”, diz. A gama da companhia é ampla, são cerca de 300 produtos. “Ninguém tem portfólio tão completo”, conta, admitindo que a Henkel tem concorrentes relevantes, mas seguro de que a empresa é a mais preparada para tirar proveito da aguardada retomada dos negócios.

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