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08/12/2017 | 17h04

Indústria

Autopeças chinesas ampliam liderança no Brasil

Importação por montadoras e sistemistas leva o país ao topo entre os fornecedores


MÁRIO CURCIO, AB

A China se consolida como maior fornecedor de autopeças ao Brasil. O país terminou o ano passado em terceiro lugar, atrás de Estados Unidos e da Alemanha, mas começou 2017 em desvantagem apenas para os EUA. Mês a mês foi ganhando terreno e no acumulado até agosto superou os americanos em US$ 3,7 milhões. Com mais dois meses aumentou essa vantagem sobre o vice para US$ 56 milhões.

No acumulado até outubro o Brasil comprou da China US$ 1,292 bilhão em componentes, ante US$ 1,236 bilhão dos Estados Unidos. Enquanto o primeiro cresceu 29% sobre os mesmos dez meses do ano passado, o outro recuou 8,9% (veja aqui).

De acordo com representantes do setor, essa liderança está ligada a importações feitas pelas montadoras e grandes fabricantes de autopeças e não ao mercado de reposição, como se poderia imaginar.

Flávio Del Soldato, diretor do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), afirma que não há neste momento um boom chinês no pós-venda que poderia explicar a liderança chinesa, mas recorda: “Todas as grandes montadoras e todos os sistemistas estão instalados lá. E os chineses produzem itens tecnológicos avançados.”

O coordenador do Grupo de Manutenção Automotiva (GMA), Elias Mufarej, afirma: “Há empresas de autopeças que antes traziam itens dos Estados Unidos, mas importam agora da China (...) Eles trazem de lá pela competitividade de também porque evitam a duplicação de ferramentais. Com os baixos volumes internos atuais falta suporte para a nacionalização. E os chineses também têm grande importância no fornecimento de módulos como as centrais multimídia, cada vez mais presentes”, ressalta Mufarej.

Até o fim de 2017 as importações de autopeças chinesas devem somar US$ 1,55 bilhão e alta próxima a 30% sobre 2016. Os Estados Unidos tendem a chegar a US$ 1,48 milhão e queda de 11% em relação a 2016.

Flávio Del Soldato recorda que cresceram também as importações da Coreia do Sul e do México. O país asiático já forneceu para o Brasil no acumulado até outubro US$ 981,8 milhões. O valor é maior do que o total trazido de lá em todo o ano passado e fez com que a Coreia do Sul saltasse em um ano da sexta para a quarta posição entre os maiores fornecedores ao Brasil. As importações feitas pela Hyundai Brasil e a Caoa Montadora motivaram esse crescimento.

E o México já forneceu até outubro US$ 964,9 milhões. O valor é muito próximo às compras totais daquele país em 2016 e 36% maior que o de janeiro a outubro do ano passado. “Todos os sistemistas são beneficiados pelo acordo comercial com o México”, conclui o diretor do Sindipeças.

Comentários: 1
 

Antonio Silva
13/12/2017 | 15h42
Boa tarde ! Prezados, Gostaria de receber mais notícias sobre relações comerciais envolvendo BRASIL X CHINA. Estou cursando Mandarim, mas já possuo inglês fluente e busco alcançar patamares mais altos.

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