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21/12/2017 | 20h00

Indústria

Mitsubishi e Suzuki negam eficiência abaixo da meta

HPE, fabricante das duas, afirma que ambas cumprem objetivo do Inovar-Auto


REDAÇÃO AB

Após a publicação da reportagem Eficiência energética é maior vitória do Inovar-Auto, a HPE, importadora e fabricante de veículos Mitsubishi e Suzuki no País, enviou nota à redação do Portal AB na qual contesta os resultados preliminares mostrados pela matéria.

Os dados publicados (leia aqui) foram baseados em extenso e exclusivo levantamento elaborado pela Bright Consulting, que seguiu os mesmos parâmetros adotados pelo governo/MDIC para aferir a média de consumo energético de cada fabricante, que leva em conta o peso do veículo, seu consumo em megajoules por quilômetro (MJ/km) conforme dados públicos do Inmetro e volume de vendas de acordo com informações também públicas) do Renavam. Nesse estudo, que não tem caráter oficial, as duas marcas japonesas aparecem abaixo da meta que deveriam cumprir dentro da regulamentação do Inovar-Auto. Mas a HPE garante que nas medições oficiais Mitsubishi e Suzuki atingiram os objetivos do programa.

Leia abaixo a íntegra da nota enviada pela HPE:

“Recebemos com estranheza a matéria veiculada hoje pelo Portal AB em seu noticiário a respeito dos ganhos do Inovar-Auto, referindo-se especificamente aos ganhos em eficiência energética. A matéria carece de precisão e induz os leitores a uma conclusão errada a respeito das marcas que atingiram ou não suas metas no programa.

A HPE Automotores do Brasil representa duas marcas de origem japonesa no Brasil, a saber, Mitsubishi e Suzuki, e trabalhou com as matrizes japonesas durante cinco anos para atingir as metas de eficiência energética do Programa Inovar -Auto, sem o que seria inviável continuar os negócios no Brasil. Ao longo destes anos foram feitas diversas alterações de lineup de veículos à venda em nosso mercado, substituindo-se modelos menos eficientes por outros mais eficientes, bem como foram introduzidos melhoramentos significativos nos modelos que permaneceram à venda.

Como resultado, os veículos das duas marcas atingiram as metas estabelecidas, dentro dos prazos regulamentados pelo MDIC no programa. Infelizmente, somos impedidos de divulgar publicamente estes resultados tendo em vista que eles ainda devem ser referendados e auditados pela autoridade responsável.

Não tivemos acesso à metodologia utilizada pela consultoria (Bright) para chegar às conclusões mostradas na matéria, mas o texto, no nosso entender, já contém um erro de conceito. A meta do programa de 12% de melhoria em relação a 2011 era para a frota inteira vendida no País e não a mesma meta para todas as empresas habilitadas no programa. Cada empresa trabalhou com uma meta individual para sua frota. Por exemplo, os veículos da linha Mitsubishi, por características inerentes ao seu projeto (tração 4x4, motores de alta cilindrada etc.) tiveram como meta uma melhoria próxima a 20%, que foi atingida como já mencionado.”


NOTA DA REDAÇÃO: Esclarecemos que não existe na matéria publicada por Automotive Business o “erro de conceito” apontado pela HPE. Segundo a Bright Consulting, que elaborou o estudo no qual se baseia a reportagem, o levantamento independente foi feito seguindo exatamente os padrões de aferição que constam no decreto que criou o Inovar-Auto, levando em conta o peso dos veículos segundo informações oficiais dos fabricantes, além de dados públicos de volumes de venda de cada modelo e consumo aferido pelo Inmetro. Portanto, foi levada em consideração a característica de cada veículo, que eventualmente poderia precisar melhorar mais sua eficiência energética do que a média geral do mercado, porque já tinha consumo mais elevado – o que é comum no caso de SUVs mais pesados equipados com motor de alta cilindrada. Se a HPE apresentou ao MDIC resultados de consumo médio diferentes dos apurados pela Bright, é porque obteve números diferentes dos apurados nas fontes acima. (Pedro Kutney)

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