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Venda de motos grandes cresce 25% no trimestre
Moto X-ADV faz parte da renovação da linha Honda de alta cilindrada

Mercado | 20/04/2018 | 18h16

Venda de motos grandes cresce 25% no trimestre

Segmento com cilindrada acima de 450 cc já vinha embalado desde setembro de 2017

MÁRIO CURCIO, AB

O mercado total de motos voltou a crescer em 2017, registrando cerca de 220 mil emplacamentos neste primeiro trimestre e pequena alta de 4% sobre igual período de 2017 (leia aqui). Para a divisão de alta cilindrada, no entanto, as 11 mil motos entregues no período indicam alta de 25%. O segmento acima de 450 cc começou a recuperação já em 2017, com média diária de vendas crescente desde setembro. Naquele mês foram emplacadas 152 motos grandes por dia, número que passou para 175 em abril deste ano.

“Este é um cliente para o qual não falta crédito, uma realidade mais parecida com a dois automóveis”, afirma o diretor comercial da Honda, Alexandre Cury.



Os números confirmam o que ele diz. A análise dos dados desde o início da década mostra que a venda de motos grandes manteve o crescimento até 2014 e só declinou a partir de 2015 com o agravamento da crise econômica. Já a demanda por baixa cilindrada vinha caindo ano a ano desde 2012 e só agora sinaliza recuperação.

Recentemente, a montadora concluiu a renovação de seus modelos de 500, 650 e 750 cc e a partir de maio começa a entregar outras motos grandes recém-lançadas. Elas ganham destaque nas concessionárias Honda Dream, dedicadas a motos de alta cilindrada nacionais e importadas.

Para se aproximar desse cliente e com isso gerar novas vendas, a montadora até lançou um programa chamado Red Rider, em que os proprietários de motocicletas de alta cilindrada poderão viajar juntos em passeios curtos (bate e volta) ou mais longos (“bate e fica, com pernoite).
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Alexandre Cury afirma que o aquecimento da demanda de alta cilindrada tem resultado em estoques baixos na rede e espera de 30 dias para a entrega de alguns modelos com a Africa Twin. O prazo pode ser maior ou menor que este, dependendo da região.

Sobre a perspectiva para as motos grandes até o fim do ano, Cury recorda que há muitas incertezas sobre o segundo semestre por causa das eleições, mas confia no aumento das vendas.

PRODUÇÃO TOTAL E EXPORTAÇÃO CRESCEM


A produção total da Honda (baixa, média e alta cilindradas) chegou a 213,4 mil motos de janeiro a março e cresceu 10,5% sobre o primeiro trimestre do ano passado. Segundo Cury, a fábrica de Manaus opera em um turno e recorre a eventuais horas extras e sábados como forma de suprir a pequena alta na demanda também de modelos de baixa cilindrada. “Mas ainda não ocorreram contratações”, diz.

Neste primeiro trimestre a Honda exportou 85,4% de todas as motos que saíram do Brasil. A montadora embarcou 19,9 mil unidades e anotou alta de 31,2% sobre igual período do ano passado. “Houve melhora nas vendas ao mercado argentino”, afirma Cury. O país vizinho importa sete modelos, dois deles exclusivos para motocross.



Tags: Honda, Alexandre Cury, alta cilindrada, emplacamentos, exportação.

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