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CEO da Audi, Rupert Stadler é preso em investigação do dieselgate
CEO da Audi, Rupert Stadler, é preso acusado de fraude e por ocultar provas em investigação do dieselgate

Internacional | 18/06/2018 | 14h25

CEO da Audi, Rupert Stadler é preso em investigação do dieselgate

Ministério Público de Munique executa ordem de prisão por risco de ocultação de provas

REDAÇÃO AB COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

O CEO da Audi, Rupert Stadler, de 55 anos, foi preso na madrugada da segunda-feira, 18, em sua casa em Ingolstadt, região da Alta Baviera, sul da Alemanha. Por ordem de um juiz local, o executivo será mantido sob custódia a fim de impedi-lo de obstruir as investigações sobre o dieselgate, como ficou conhecido o escândalo de manipulação de emissões de poluentes dos motores a diesel que equipam carros de marcas do Grupo Volkswagen, incluindo a própria Audi. A fraude, por meio de uso de um software que mascarava emissões em bancadas de teste, foi admitida pela própria empresa em setembro de 2015.

Na semana passada, a promotoria ampliou o cerco contra a Audi realizando buscas e apreensões na casa de Stadler, que é investigado há dois anos, e de outro membro do conselho de administração, o membro do board da Audi responsável pela área de compras, Bernd Martens, ambos suspeitos acusados de fraude e falsificação de documentos. Segundo informações da Reuters, Martens liderou uma força-tarefa na Audi criada para coordenar o andamento da crise com o Grupo Volkswagen.

“A ordem de prisão é baseada na ocultação de provas”, disse em nota o Ministério Público de Munique. A prisão foi confirmada pela Audi e pelo próprio Grupo VW, que alega a inocência de Stadler. Um porta-voz da Porsche SE, empresa controladora do Grupo VW, disse que a prisão do executivo será discutida na reunião de diretoria. Segundo o jornal alemão Sueddeutsche Zeitung, o conselho supervisor da Volkswagen indicou o diretor de vendas e marketing Bram Schot, de 56 anos, como CEO interino da Audi.

A Agência Federal de Veículos da Alemanha, KBA (na sigla em alemão), ordenou no início deste mês o recall de quase 60 mil Audi A6 e A7 após a descoberta de um dispositivo ilícito, capaz de falsificar os níveis de emissões de gases poluentes.

Em maio, as investigações levaram os Estados Unidos a apresentar acusações criminais contra o ex-CEO do Grupo VW, Martin Winterkorn, mas é improvável que ele enfrente autoridades norte-americanas porque a Alemanha não extradita seus cidadãos para países fora da União Europeia. Os promotores de Munique disseram que a prisão de Stadler não foi feita a pedido das autoridades norte-americanas.

O Ministério Público de Munique disse que estava investigando 20 suspeitos na semana passada, quando apertou o cerco contra Stadler e Martens, o que levou ao pedido de prisão preventiva dos executivos.

Para lembrar, o escândalo do dieselgate explodiu em setembro de 2015, quando a agência americana do meio ambiente, a EPA, acusou a Volkswagen de ter equipado seus veículos a diesel vendidos no País com o dispositivo que frauda as emissões de poluentes durante testes de bancada, mas em situações de uso real (nas ruas) chegaram a ficar 40 vezes acima dos limites autorizados. Ao todo, o Grupo VW admitiu que 11 milhões de carros em todo o mundo foram vendidos com o software fraudador, sendo 600 mil deles nos Estados Unidos.



Tags: Dieselgate, Rupert Stadler, CEO, prisão, escândalo, fraude, motores, diesel, Ministério Público.

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