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Ghosn nega plano de fusão das empresas da aliança

Indústria | 02/07/2018 | 15h50

Ghosn nega plano de fusão das empresas da aliança

Executivo tenta tranquilizar acionistas de Nissan e Mitsubishi sobre especulações da compra pela Renault

REDAÇÃO AB

Em meio a especulações sobre o futuro da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, o executivo Carlos Ghosn tenta tranquilizar os acionistas da Nissan e da Mitsubishi, negando planos da Renault de comprar suas parceiras japonesas. De acordo com Ghosn, a aliança teve resultados favoráveis por 19 anos porque respeitou a autonomia de cada parceiro e assim não haveria por que alterar isso agora. As informações foram divulgadas pelo site Automotive News.

Ao liderar as assembleias anuais de acionistas de ambas as montadoras japonesas no fim de junho, Ghosn afirmou que sua prioridade atual é criar uma estrutura que proteja os pontos fortes e o potencial de crescimento da aliança depois que ele deixar o cargo. O executivo negou reportagens recentes de que o governo francês o pressiona a fundir as empresas sob a Renault.

"Não fizemos isso nos últimos 19 anos. Não vamos mudar hoje", garante o executivo.



Ghosn e seus representantes, o CEO da Nissan, Hiroto Saikawa, e o CEO da Mitsubishi, Osamu Masuko, preferem o termo “convergência” em vez da ideia de “fusão”. Em maio, porém, Saikawa admitiu que a estrutura de capital da parceria das três empresas pode ser revista.

Ghosn está com 64 anos e deve se aposentar nos próximos anos, mas sua última grande tarefa será elaborar um plano que mantenha a melhor forma de sinergia entre Renault, Nissan e Mitsubishi.

A Renault detém 43,4% da Nissan, mas concorda em dar à japonesa mais independência após um impasse com o governo francês, que, por sua vez, detém 15% de participação da Renault. E a Nissan, que é a maior empresa, detém apenas 15% da Renault, sem direito a voto. A Nissan tem também participação de 34% na Mitsubishi.

Ainda de acordo com Automotive News, Ghosn afirmou também que há "muitas maneiras possíveis" para sustentar a aliança, mas não explicou como ao tentar convencer acionistas mais céticos no Japão.

Após o discurso de Ghosn, a agência japonesa de notícias Jiji Press informou que Ghosn havia “reiterado sua intenção de rever a estrutura de capital da aliança”. O jornal Nikkei disse que o executivo estaria tentando “abrandar as conversas sobre a integração para os ouvidos japoneses". O Nikkei confrontou comentários conciliatórios no Japão (onde Ghosn se comprometeu a liderar cada empresa no interesse dos próprios acionistas) ao seu posicionamento na França, onde tentou deixar claro que conduziria a aliança dentro do interesse de todos os acionistas.

Na reunião com acionistas, Ghosn recordou a importância dos benefícios da economia de escala, das sinergias e inovação compartilhada. E as vendas combinadas, lembra, nivelaram a aliança com a Toyota e o Grupo Volkswagen.

Ele também citou a mal-sucedida junção DaimlerChrysler-Mitsubishi como um exemplo do que não fazer. "Não acreditamos que as companhias em que se tem uma empresa dominando as outras sejam sustentáveis. No cemitério de montadoras há muitas empresas que entraram em colapso por esquecer esse fato tão simples”, conclui. .



Tags: Carlos Ghosn, Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, Hiroto Saikawa, Osamu Masuko.

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