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Volvo CE prevê elevar investimentos na América Latina
Nova vibroacabadora P5320B é um dos 20 lançamentos da Volvo CE para este ano

Mercado | 04/07/2018 | 18h46

Volvo CE prevê elevar investimentos na América Latina

Lançamentos e expansão dos mercados impulsionarão aporte, que pode superar os R$ 12 milhões/ano

SUELI REIS, AB

A recuperação do segmento de máquinas e equipamentos de construção nos principais mercados da América Latina pode elevar os níveis de investimentos da Volvo Construction Equipment na região, ao mesmo tempo que também deve ser impulsionado pelo lançamento de produtos da marca. O presidente da Volvo CE Latin America, Luiz Marcelo Daniel, revela que nos últimos três anos a empresa vem investindo entre R$ 10 milhões e R$ 12 milhões ao ano, a maior parte em novos produtos e adaptações de equipamentos globais para o mercado regional. Outros aportes mais robustos, segundo o executivo, são feitos pela matriz, na Suécia, em produtos globais.

“Há uma tendência de ligeiro crescimento neste montante ano a ano por conta dos ciclos de lançamentos e expansão dos mercados em curso”, afirmou Daniel durante sua apresentação sobre as novidades previstas para este ano em reunião com a imprensa realizada na quarta-feira, 4, em São Paulo.

Dados citados por ele mostram a evolução do mercado brasileiro, que iniciou a década passada com média de 5 mil unidades/ano até atingir o pico de 25 mil máquinas e equipamentos entre 2008 e 2014. Posteriormente, o mercado seguiu curva decrescente até chegar à média de 8 mil/ano entre 2015 e 2018. No entanto, só no Brasil é esperado crescimento na ordem de 30% do volume para 2018, quando recomeça um novo ciclo de crescimento do mercado e que deve se estender pelos próximos três ou quatro anos.

“Houve um pico e queda posteriormente; agora estamos na fase da retomada com a estabilização a partir de 2017 e crescimento em 2018”, resume Daniel. “Acreditamos que de 15 mil a 20 mil seja o tamanho desse mercado e o Brasil tem potencial para atingir esses volumes”, avalia.

Ele destaca o desempenho robusto e crescente do agronegócio, setor da economia que também demanda máquinas e equipamentos por vezes dedicados à construção; além da recuperação da indústria. As áreas de portos, movimentação e manejo de madeira, papel e celulose, indústria ceramista, além da exportação de laminados para a construção civil, mineração, garimpo e siderurgia são apontados como fortes incentivadores para o segmento neste e nos próximos anos.

Os mercados hispânicos – considerando todos os países da América Latina, exceto o Brasil – têm histórico e perspectivas semelhantes. Com média de 7 mil unidades ao ano no início dos anos 2000, evoluíram para 22 mil/ano entre 2007 e 2014 e desde então vêm apresentando média acima das 10 mil/ano.

“Eles se diferem um pouco da dinâmica brasileira, são mais parecidos com o mercado norte-americano, mas também é um mercado importante, com potencial de 15 mil a 20 mil unidades/ano”, comenta. “Há oportunidades emergindo na Argentina, no segmento de óleo e gás; na Bolívia, com novos projetos de infraestrutura, como o de cidade inteligente; além do México, com retomada da indústria de cimento.”

Mas o Brasil continua como o mais importante em termos de volume para o segmento. Dados consolidados entre janeiro e maio deste ano apontam que o mercado doméstico cresceu 52% na comparação com mesmo período do ano passado, para quase 4 mil unidades, o que representou 35,2% de participação das vendas em toda a América Latina. Depois dele, México e Chile tiveram empate técnico, com 1,2 mil unidades vendidas cada um no mesmo período, crescimento de 35% e 29,5%, respectivamente. Peru, Colômbia e Equador também apresentaram resultados positivos.

“É um otimismo com cautela”, pondera Daniel ao avaliar o cenário no Brasil. “Relatórios econômicos indicam o fim do ciclo de recessão, com o primeiro crescimento do PIB desde o primeiro trimestre de 2014, uma taxa de juros com o menor índice histórico de 6,5% e também com o aumento da atividade industrial e do PIB em 2017 [1%] e em 2018 prevista para 1,5%. É claro que temos saudades de crescimentos vistos anteriormente, de 7%, 10%, mas crescer 1,5% é extremamente bem-vindo”, analisa.

Ele reforça que investimentos em infraestrutura são essenciais para o avanço do mercado e aposta em oportunidades como as que estão surgindo com as PPPs (parcerias público privadas) com projetos em andamento nas diferentes frentes como portos, aeroportos, turismo e eventos, rodovias, energia, mobilidade urbana e ferrovias.

Daniel mostra em números o tamanho do potencial de crescimento no Brasil. Para se ter ideia, enquanto China e Índia possuem pouco mais de 1,5 milhão de quilômetros em estradas asfaltadas, por aqui este número não passa de 220 mil quilômetros, mostram dados compilados pela Volvo CE. Nos Estados Unidos, este total alcança mais de 4,3 milhões de quilômetros.

LANÇAMENTOS


Para sustentar o crescimento previsto na América do Sul, a Volvo CE iniciou seu ciclo de lançamentos para 2018, com 20 novidades, entre máquinas e serviços. A começar pelos equipamentos, a empresa apresenta a versão atualizada do caminhão articulado A30G, com caçamba de 18 metros cúbicos e capacidade para 29 toneladas métricas, uma a mais que a versão anterior. O modelo é exclusivamente fabricado na planta da Volvo CE em Pederneiras (SP), responsável pelo fornecimento global do modelo, incluindo a versão A25G.

Também entre as novidades, estão as duas novas escavadeiras EC210DL e EC210D, da classe de 21 toneladas, de fabricação nacional, a nova carregadeira L260H que substitui a versão L250H e com 15% mais capacidade de carga. Completa o lote a nova opção em vibroacabadora sobre esteiras P5320B ABG, para larguras de pavimentação de até sete metros, esta importada da Índia.

Para o pós-venda, a empresa vai iniciar em agosto no Brasil a experimentação do novo serviço de monitoramento Active Care Direct, uma evolução do sistema de telemática da marca, com opção de consultoria e de emissão de relatórios regulares para cada equipamento. O programa coleta dados por meio do sistema Care Track, que são analisados em tempo real, acompanhando o desempenho da máquina. Um relatório mensal emitido pela Volvo destaca as possíveis áreas para melhorar a produtividade e para reduzir os custos operacionais. Os relatórios também comparam grupos de máquinas de acordo com médias de horas, consumo de combustível e porcentuais médios de trabalho e de tempo ocioso. O sistema envia esse relatório via e-mail simultaneamente para o distribuidor e para o cliente, orientando sobre o passo a passo para a solução dos problemas identificados via códigos de falha.



Tags: Volvo CE, Volvo, Construction, Equipment, máquinas, construção, equipamentos, lançamentos, pós-venda, telemática, monitoramento.

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