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Scania prevê bons resultados em 2018 e 2019
Podgorski: expectativa de bons resultados mesmo com produtos mais caros

Indústria | 03/08/2018 | 21h45

Scania prevê bons resultados em 2018 e 2019

Produção deste ano cresce 29%, exportações consomem 70%. Fabricante espera impulso com nova geração de caminhões

PEDRO KUTNEY, AB

A diretoria da Scania Latin America projeta bons resultados este ano e no próximo e não demonstra preocupação com possível queda de vendas da divisão com o início da produção da nova geração de caminhões da marca no Brasil, que vai paralisar a fábrica de São Bernardo do Campo (SP) em janeiro para começar a produzir os novos veículos a partir de fevereiro de 2019 (leia mais aqui). A produção da linha atual vai até dezembro e está praticamente toda vendida, deve chegar a 27 mil unidades, com expansão de quase 29% sobre 2017, e exportações representam cerca de 70% do total produzido.

Os caminhões da nova geração, com cabines e motorização novas, deverão ser até 12% mais econômicos, mas vão custar de 10% a 15% mais caros do que os veículos da linha atual. Mesmo assim, como a produção está vendida até o fim do ano, não há possibilidade de promoções com veículos antigos, nem de uma corrida de clientes para comprar mais barato, pois os novos produtos só serão vendidos depois do esgotamento dos estoques. Para o ano que vem, Christopher Podgorski, presidente da Scania Latin America, não antevê queda de vendas por causa dos produtos mais caros.

“A nova precificação foi plenamente absorvida na Europa, onde a nova geração foi lançada gradualmente há dois anos. Isso porque nunca negociamos preço, mas a oferta dos caminhões mais eficientes e rentáveis do mercado. Isso também será rapidamente percebido aqui”, confia Podgorski.



Operando em dois turnos, atualmente a cadência da fábrica de São Bernardo é de 80 veículos montados por dia (entre caminhões e ônibus), mais 36 unidades desmontadas (KDs) em kits para exportação, sendo que 70% da produção são direcionados a clientes no exterior. O porcentual de vendas externas está mais alto este ano do que os habituais 60% porque o Brasil é o último país do mundo que ainda produz a geração antiga de caminhões e até dezembro abastece todos os países fora da Europa onde a linha ainda é vendida.

Para Silvio Munhoz, diretor comercial da Scania Brasil, os diferenciais competitivos de custo de operação da nova geração vão se sobrepor ao preço maior dos novos caminhões que entram em produção no ano que vem.

“A atual geração é muito bem aceita e vendida, poderia durar mais dois anos sem problemas, já temos o caminhão com melhor custo operacional hoje. Mas vamos introduzir a nova linha porque queremos liderar a mudança do mercado em busca de mais eficiência. Nesse sentido, 12% de ganho de consumo é uma mudança considerável para melhor”, afirma Munhoz.





Tags: Scania, nova geração de caminhões, investimento, indústria, lançamento, mercado, resultado.

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