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Caminhões têm o melhor mês desde janeiro de 2015

Mercado | 06/08/2018 | 17h35

Caminhões têm o melhor mês desde janeiro de 2015

Acumulado do ano anota alta próxima a 50%; pesados ainda puxam a fila

MÁRIO CURCIO, AB

A venda de caminhões no Brasil alcançou em julho seu melhor resultado desde janeiro de 2015. Este foi também o melhor julho desde o ano de 2014. Ao todo foram licenciadas 6,6 mil unidades, 15,6% a mais que em junho. O acumulado do ano teve 38,6 mil caminhões emplacados, com acréscimo de 48,6% sobre os mesmos sete meses do ano passado. Os números foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).



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O maior crescimento ainda ocorre entre caminhões pesados, em que as 17,1 mil unidades licenciadas resultaram em alta de 87,3% sobre os mesmos meses do ano passado.

“Este é um resultado que nos anima porque aumento de venda de caminhões indica melhora na economia”, recorda o presidente da Anfavea, Antonio Megale.



É preciso ressaltar que as vendas ainda se concentram nos modelos maiores e mais potentes. O mercado de caminhões pequenos se mantém acanhado. O segmento semileve (com PBT entre 3,5 e 6 toneladas) somou no acumulado do ano apenas 2,1 mil unidades (alta de 13,7%) e o semileve registrou 6,6 mil (alta de 9,1%).

“São caminhões utilizados na distribuição urbana, em que as vendas dependem de uma resposta maior da sociedade. Temos de lembrar que o desemprego ainda é alto”, afirma o vice-presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

EXPORTAÇÕES PARAM DE CRESCER


Em julho o Brasil exportou 2.148 caminhões. O volume foi 13,4% menor que o de junho e ficou 22% abaixo do mês de julho do ano passado. No acumulado do ano os embarques somaram 16,5 mil caminhões, apenas 0,6% acima do registrado em iguais meses do ano passado. No acumulado até junho as exportações ainda anotavam alta de 5,1%, mas a retração do mercado externo já havia levado a Anfavea a rever para baixo suas projeções um mês atrás.

“A alta nas taxas de juros na Argentina dificulta muito as compras a prazo. Na nossa região, quando um está bem o outro vai mal. Somente um Mercosul forte poderá aumentar nosso potencial mundial”, afirma Megale.



A produção de caminhões no mês de julho foi de 8,8 mil unidades, anotando leve alta de 1,7% sobre junho. “Ficou dentro do que esperávamos”, afirma Moraes. No acumulado do ano as montadoras instaladas no Brasil fabricaram 58,4 mil unidades, revelando alta de 35,4% sobre iguais meses de 2017.

ÔNIBUS TAMBÉM ACELERAM EM JULHO


No mês de julho os emplacamentos de ônibus somaram 1,8 mil unidades e cresceram mais de 100% sobre junho. Contudo, no acumulado do ano o setor ainda patina com apenas 7,4 mil unidades. Na comparação com iguais meses do fraco 2017 a alta é de 20,8%. A recuperação interna do setor deve ocorrer somente a partir de 2019, com a renovação de grandes frotas urbanas como a da cidade de São Paulo.

As exportações de ônibus no acumulado até julho totalizam 5,2 mil unidades e alta de 7,9% sobre os mesmos meses do ano passado. “O mercado externo para ônibus é menos volátil que o dos caminhões. Chile e Peru são grandes destinos e os fabricantes têm fechado bons negócios com a África”, recorda Moraes.

A produção no acumulado do ano foi de 17,8 mil ônibus, resultando em acréscimo de 45,2%. Os modelos urbanos responderam por 75% de todas as unidades fabricadas no País.



Tags: Caminhões, ônibus, Antonio Megale, Luiz Carlos Moraes, Anfavea.

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