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Importadoras vão rever para baixo projeções de vendas de 2018

Mercado | 04/09/2018 | 18h11

Importadoras vão rever para baixo projeções de vendas de 2018

Abeifa indica que cenário atual dificulta alcançar as 40 mil unidades previstas

SUELI REIS, AB

As 16 associadas à Abeifa – associação que reúne importadoras e fabricantes de carros – vão revisar para baixo sua projeção de vendas para 2018. O novo volume deverá ser menor do que as 40 mil unidades previstas pela entidade no início deste ano. As incertezas econômicas e a volatilidade do câmbio são os principais fatores apontados pela entidade para justificar a necessidade de rever os números do segmento.



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Para o vice-presidente da Abeifa, Paulo Ferreira, há muita dificuldade em fazer revisão em meio ao cenário de incertezas econômicas e políticas. Ele apresentou os dados referentes ao desempenho do setor de importados no ano em um encontro com a imprensa na terça-feira, 4, em São Paulo.

“Sabemos hoje que [40 mil] é um número bem difícil de alcançar, é desafiador, por isso a possibilidade de revisão desse volume”, disse o vice-presidente da Abeifa.



Apesar de reconhecer a necessidade de rever o desempenho que espera para o ano, Ferreira indica que o novo número de vendas só deve vir a público no próximo mês ou ainda após o fim das eleições. Por outro lado, a entidade já revisou a produção de suas quatro associadas que têm fábricas no Brasil: BMW, Chery, Land Rover e Suzuki devem fechar o ano com 24,1 mil veículos produzidos, o que se for confirmado representará crescimento de 31,2% sobre os 18,3 mil feitos no ano passado por estas marcas. A previsão anterior esperava volume de 30 mil unidades e aumento de 63% no comparativo anual.

DÓLAR INIBE MERCADO, MAS VENDAS CRESCEM


Ferreira explica que em janeiro, quando a Abeifa fez a projeção de venda de 40 mil veículos para 2018, o cenário era outro: se falava naquela época em um crescimento do PIB de até 3% para o ano e agora a última revisão do mercado prevê aumento de 1%. No entanto, ele aponta que o grande vilão da vez é a forte volatilidade do câmbio. Segundo o executivo, valores entre R$ 3,20 e R$ 3,60 são considerados saudáveis para quem lida com produtos importados, mas a cotação atual acima dos R$ 4,00 limita os negócios.

“O dólar inibe o setor, hoje se vende um carro que importou há dois meses, mas com um custo que já é diferente por causa da alta do dólar. Mas após a definição das eleições acreditamos que deve voltar a um patamar mais realista”, disse.

Ferreira também disse que se a alta do dólar persistir poderá impactar na reconstrução dos estoques e, por consequência, nos preços ao consumidor.

Apesar da dificuldade relatada pela entidade, o setor de importados registrou em agosto seu melhor volume de vendas desde dezembro de 2015, quando foram licenciados pouco mais de 3,2 mil. Dados da Abeifa mostram que as vendas superaram as 3,8 mil unidades no mês, o que representa aumento de 22,6% com relação a julho e alta de 34,7% sobre agosto do ano passado.

No acumulado de oito meses, os emplacamentos de importados pelas associadas passou dos 24,8 mil veículos, incremento de 32% na comparação com igual período de 2017.



Tags: Abeifa, projeções, vendas, mercado, importados, câmbio, dólar.

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