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Com Tiggo 7, Caoa Chery entra no mercado acima de R$ 100 mil
O espaçoso e confortável Tiggo 7 tem apenas duas versões, T por R$ 107 mil e TXS por R$ 117 mil, sem opcionais, por preços abaixo da concorrência

Lançamentos | 14/02/2019 | 20h34

Com Tiggo 7, Caoa Chery entra no mercado acima de R$ 100 mil

Fabricante aposta em conforto e bom acabamento para vender este ano até 5 mil unidades do SUV médio feito em Anápolis

PEDRO KUTNEY, AB

A Caoa Chery subiu mais um degrau no mercado nacional ao colocar no mercado esta semana o seu primeiro modelo acima dos R$ 100 mil. O SUV médio Tiggo 7 montado em Anápolis (GO) chega com muito conforto interno, bom desempenho dinâmico e design atraente, com preços abaixo da concorrência em apenas duas versões, sem opcionais, a T por R$ 107 mil e a TXS por R$ 117 mil.

Segundo calcula a fabricante, o novo SUV tem potencial para conquistar de 400 a 500 clientes por mês, o que deve adicionar até 5 mil unidades às 38 mil que pretende vender este ano a empresa nascida da fusão em partes iguais da chinesa Chery com o grupo brasileiro Caoa – que na prática passou a controlar de fato a operação brasileira desde o fechamento do acordo entre as duas corporações, há pouco mais de um ano.

O Tiggo 7 já é o terceiro SUV lançado pela Caoa Chery no mercado brasileiro em menos de um ano e o segundo feito na fábrica do Grupo Caoa em Anápolis – o primeiro foi o compacto-médio Tiggo 5x, que entrou em produção no fim de 2018, seguindo os passos do irmão menor, o compacto Tiggo 2, apresentado em abril do ano passado e fabricado na planta originalmente construída pela Chery em Jacareí (SP). E o Tiggo 7 não será o último SUV da marca sino-brasileira no País: já está programado para o fim de 2019 o lançamento do Tiggo 8, de maior porte, com sete assentos.

Com SUVs bem equipados e precificados abaixo da concorrência, o objetivo é aproveitar toda a amplitude do segmento que mais cresce no Brasil – em apenas três anos, de 2015 a 2018, a representação dos SUVs nas vendas de veículos cresceu de 12,4% para 20,1% em dezembro passado e a expectativa é chegar a 23,5% até o fim de 2019.

“Traçamos nossa estratégia de crescimento rápido em torno da expansão do mercado de SUVs no País. Por isso já lançamos três modelos e até o fim deste ano teremos mais um”, afirma Marcio Alfonso, CEO da Caoa Chery.



Por enquanto, o plano está funcionando: o Tiggo 2 vende cerca de mil unidades por mês, o Tiggo 5x alcança 700/mês e o Tiggo 7 deve girar de 400 a 500. Com isso, os SUVs deverão ser responsáveis por quase 70% das vendas, portanto fundamentais para atingir participação de mercado almejada de 1,2% a 1,3% até o fim de 2019, após fechar 2018 com 0,7% - um avanço e tanto se comparado com 0,23% alcançado em janeiro do ano passado, antes de a Caoa Chery começar seu pacote de lançamentos de novos produtos, que incluiu também o sedã médio Arizzo fabricado em Jacareí ao lado do subcompacto QQ e do Tiggo 2.

PRODUÇÃO, NACIONALIZAÇÃO E CONFIANÇA



Segundo o diretor de engenharia Leonardo Lukacs, as duas fábricas do grupo são bastante flexíveis e “têm condições de aumentar a produção rapidamente assim que for necessário”. Em 2019 a projeção é produzir 40 mil unidades, 20 mil em Jacareí e 18 mil em Anápolis, ambas operando em um turno. O volume ainda será em torno de apenas um terço abaixo da capacidade combinada de 50 mil em dois turnos de Jacareí e 86 mil em três de Anápolis (onde também são feitos os modelos Hyundai ix35, New Tucson e HR).

Todos os modelos Caoa Chery ainda são produzidos com grandes quantidades de itens importados, que a empresa não revela em qual proporção. Lukacs diz que o Tiggo 7 tem algo como uma centena de peças nacionais, como pneus, bateria, isoladores. O sistema de injeção flex (bicombustível etanol-gasolina) foi desenvolvido no Brasil em conjunto com a Bosch. “Temos meta de nacionalizar ao menos 500 componentes nos próximos dois anos. Uma equipe de 15 pessoas está trabalhando intensivamente nisso, desenvolvendo fornecedores e conversando com alguns dos maiores do País”, informa o engenheiro.

A estratégia é fundamental para se ver livre das oscilações cambiais que aumentam os custos do dia para noite e ameaçam a rentabilidade da operação. “Como empresa nacional não podemos nos dar ao luxo de trazer tudo de fora. Todos os carros que vendemos no Brasil já são montados aqui e vamos aumentar a nacionalização de componentes pouco a pouco”, diz o CEO Alfonso. Ele acrescenta que todos os modelos feitos nas fábricas brasileiras receberam importantes modificações e adaptações, especialmente nos materiais de acabamento interno e calibração da suspensão, para atender às características do mercado nacional.


O Tiggo 7 em frente a uma nova concessionária Caoa Chery: construção da marca

“Estamos construindo a marca em torno de carros de qualidade, bonitos e bem equipados, sempre mais que a concorrência quando possível”, pontua Alfonso. Ele destaca também a construção de um meio ambiente para aumentar a confiabilidade dos carros da marca, como o crescimento acelerado do número de concessionárias – a marca começou com 25, terminou 2018 com 65 e a intenção é subir para 110 até o fim de 2019 –, garantia de três anos para todos os carros (cinco para motor e câmbio) ou 100 mil km, atendimento de oficina atencioso e com disponibilidade de peças garantida – o grupo já construiu um centro de distribuição de componentes de 14 mil m2 que trabalha em dois turnos com meta de entregar em no máximo três horas uma peça para um carro parado por pane, 24 horas em caso de recall e 36 horas para manutenção programada.

TIGGO 7 É CONFORTÁVEL E BEM ACABADO



O Tiggo 7 é o mais sofisticado dos modelos Caoa Chery lançados no Brasil até agora. E ele não decepciona com sua arquitetura confortável, interior silencioso, suspensão macia, espaço interno generoso, acabamento de boa qualidade, dirigibilidade agradável e bom desempenho dinâmico. “É o modelo que está trazendo mais sofisticação à marca, mas sem exageros”, define o gerente de marketing Henrique Sampaio. “Ele não é barato, mas é competitivo”, acrescenta, ao mostrar que o novo SUV é R$ 11 mil a R$ 21 mil mais barato que seu principal oponente, o Jeep Compass, com maior e melhor número de itens de série.


Por fora o Tiggo 7 tem design sóbrio, mas não decepciona

Um dos destaques é o valente powertrain, que garante uma condução bastante agradável. O Tiggo 7 não tem desempenho esportivo, mas está longe de ser um carro “bobo”, pois oferece acelerações vigorosas. O motor flex 1.5 turboalimentado gera espertos 150 cavalos e torque de 21,4 kgf-m quando abastecido com etanol, formando boa dupla com a transmissão automática DCT, de dupla embreagem e seis marchas, com programação “Eco” (mais econômica) ou “Sport”. O conjunto é igual ao do Tiggo 5x, mas com calibração diferenciada. Faltam as aletas no volante para trocas manuais, que podem ser realizadas na alavanca do câmbio. A segurança é aumentada pelo controle eletrônico de estabilidades (ESC) e tração, além de seis airbags na versão de topo TXS.

O design externo do Tiggo 7 também não desaponta, transmite ao mesmo tempo imagem de robustez e algum refinamento, mas é sóbrio, não chama muito a atenção. As rodas de liga leve de 17 ou 18 polegadas têm um belo desenho. As dimensões são generosas: 4,5 m de comprimento, 1,8 m de largura, 1,7 m de altura e 2,7 m entre eixos, o que garante excelente espaço interno para todos os ocupantes. O portas-malas também é amplo, acomoda 414 litros de bagagens, valor que sobe para 1.100 litros com os bancos traseiros rebatidos.


O Tiggo 7 é confortável e bem acabado, com uso de materiais de boa qualidade

Por dentro o ambiente é muito agradável, com acabamento esmerado. Painel e portas são revestidos com material emborrachado, com detalhes em couro costurado. O sistema multimídia, de série nas duas versões, tem uma ampla tela sensível ao toque de 9 polegadas, pronta para espelhar funções de smartphones, como navegação por Waze ou Google Maps. A tela também integra os controles do sistema de som, ar-condicionado digital e configurações do veículo. O quadro de instrumentos combina conta-giros e velocímetro analógicos e computador de bordo com tela de 4,8 polegadas.

PREÇOS E VERSÕES



TIGGO 7 T – R$ 106.990
Lanterna diurna (DRL) de LED, acionamento automático de faróis, faróis de neblina direcionais para manobras, retrovisor externo aquecido, sensor de chuva, rodas de liga leve 17”, controle de velocidade de cruzeiro, volante multifuncional, sistema multimídia com tela tátil 9” e conexão Apple Car Play e Google Android Auto, entradas USB no console central e atrás, computador de bordo com tela 4,8”, ar-condicionado digital com saídas de ar para os ocupantes de trás, chave presencial para acionar travamento e destravamento das portas e partida por botão start/stop, bancos revestidos com tecido, acionamento elétrico de travas e vidros com comando de toque único, freio de estacionamento elétrico com função autohold (mantém o carro freado no anda-e-para do trânsito e destrava com toque no acelerador), controle eletrônico de estabilidade (ESC) e tração, freios a disco nas quatro rodas, dois airbags frontais, monitor de tempetarura e pressão individual de cada pneu, sistema Isofix para fixação de cadeiras infantis.

TIGGO 7 TXS – R$ 116.990
Além dos equipamentos listados para a versão T, acrescenta rodas 18”, teto panorâmico com acionamento elétrico, bancos revestidos com couro, ajuste elétrico do banco do motorista, seis alto-falantes, seis airbags (frontais, laterais e cortina), ar-condicionado digital com zona dupla de temperatura, luz ambiente vermelha, iluminação externa de boas-vindas (projeta o nome Tiggo no chão embaixo dos retrovisores externos quando o destravamento da porta é acionado), câmera de ré e 360 graus.



Tags: Caoa Chery, Tiggo 7, lançamento, SUV, Anápolis.

Comentários

  • AntonioAugusto de Castro Bisneto

    Seráque terei que trocar meu Kicks pelo 7 TXS? Quero ver essa iluminação de boas vindas...

  • ReneAlberto

    ACaoa Chery não deve ter feito esta previsao de 5.000 unidades para este modelo. Torço para que de certo mas é uma quantidade muito alta. Primeiramenre deveriam estabelecer a marca, ainda existe um medo no mercado de ser uma nova Jac.

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