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Máquinas anotam alta de quase 40% neste início de ano

Mercado | 11/03/2019 | 18h49

Máquinas anotam alta de quase 40% neste início de ano

Tratores de rodas e colheitadeiras de grãos puxaram para cima os resultados do setor

REDAÇÃO AB

A venda de máquinas agrícolas e rodoviárias no primeiro bimestre somou 5,3 mil unidades e anotou alta de 38,4% sobre o mesmo período do ano passado. As colheitadeiras registraram alta de 68,8%, com mais de mil unidades repassadas das montadoras para as concessionárias. O maior volume permanece para os tratores de rodas. Foram 3,9 mil, 30,1% a mais na comparação interanual. Os números foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).



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A análise por faixa de potência mostra que o maior aumento de venda de tratores de rodas ocorreu nos modelos menores, até 80 cavalos (57,2% de acréscimo). Normalmente eles são adquiridos pelos pequenos agricultores: “Cada vez mais eles vêm procurando linhas de crédito para aumentar sua produtividade, tanto que este ano o Pronaf foi insuficiente”, recorda o vice-presidente da Anfavea, Alfredo Miguel Neto. O executivo teme o período de transição entre o atual Moderfrota e novo, que em tese entrará em vigor no início do segundo semestre.

“O crédito disponível para o Pronaf já acabou, do Pronamp resta apenas 1,77% do total. O governo realocou R$ 470 milhões em crédito para o setor, mas isso cobre apenas um mês”, recorda Miguel Neto.

“Resta saber como acabará o ano-safra atual, que política o governo vai adotar para o plano 2019-2020 e se ele se tornará operacional em 1º de julho e não apenas em agosto”, diz o vice-presidente da Anfavea.



PRODUÇÃO E EXPORTAÇÕES


A indústria brasileira produziu no primeiro bimestre 6,4 mil máquinas agrícolas e rodoviárias, registrando queda de 3,3% na comparação com o mesmo período de 2018. A retração foi puxada pelos tratores de rodas, em que as 3,6 mil unidades montadas anotaram retração de 19%. A queda total da produção foi amenizada pelo crescimento de outros segmentos: tratores de esteiras, colheitadeiras e retroescavadeiras.

As exportações brasileiras recuaram 7,8% ao somar 1,6 mil unidades. A crise no mercado argentino prejudicou bastante os embarques de tratores de rodas (558 unidades, -15,5%). A queda total não foi maior por causa da exportação de 562 tratores de esteiras (+21,9). A demanda por essas máquinas continua aquecida na América do Norte.



Tags: Máquinas agrícolas e rodoviárias, tratores, colheitadeiras, Alfredo Miguel Neto.

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