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Nissan Leaf elétrico chega ao Brasil por R$ 195 mil
Segunda geração do Nissan Leaf roda pelas ruas de São Paulo: modelo elétrico começou a ser vendido no Salão do Automóvel de São Paulo mas só agora chegou ao País

Lançamentos | 18/07/2019 | 18h34

Nissan Leaf elétrico chega ao Brasil por R$ 195 mil

Empresa encomendou 200 unidades da segunda geração do modelo para o mercado brasileiro até o fim do ano

PEDRO KUTNEY, AB

Após iniciar a pré-venda do modelo no Salão do Automóvel de São Paulo em novembro passado, finalmente começaram a chegar ao Brasil as primeiras unidades da segunda geração do Nissan Leaf, lançado na Europa e Estados Unidos em 2017. O carro 100% elétrico poderá ser comprado pelos brasileiros pelo salgado valor de R$ 195 mil, ainda mais caro do que os R$ 178,4 mil pedidos no pré-lançamento.

Marco Silva, presidente da Nissan Brasil, reconhece que o valor será um limitante para impulsionar as vendas no País, mas espera convencer bem mais do que as 20 pessoas que já compraram o carro elétrico na pré-venda com argumentos como economia, tecnologia e responsabilidade ambiental. Na dúvida, encomendou até o fim deste ano 200 unidades à fábrica de Sunderland, na Inglaterra, de onde virão em alguns lotes de 40 a 70 unidades os Leaf vendidos no mercado brasileiro e outros três países da América do Sul – o modelo foi lançado simultaneamente na quinta-feira, 18,em São Paulo, Bogotá na Colômbia, Buenos Aires na Argentina e Santiago do Chile. (Além da Inglaterra, o veículo também é produzidos no Japão e nos Estados Unidos.

“Tenho certeza que o valor é um determinante importante para a venda, mas o Leaf traz muitas vantagens. Nossas pesquisas apontam que 95% do uso do carro elétrico é urbano, em situações de ir, voltar e recarregar. Rodando em médias 70 quilômetros por dia, calculamos que a economia é de R$ 10 mil por ano [na comparação com um carro similar com motor a combustão]”, destaca Marco Silva.




O executivo reconhece que levará algum tempo para atrair mais consumidores para as vantagens da mobilidade elétrica no Brasil, mas avalia que a chegada do modelo e as ações que a Nissan fará no País para promove-lo vão convencer mais pessoas. “Não adianta só falar do carro elétrico, você precisa experimentar para conhecer tudo que ele oferece, é o que estamos começando a fazer agora”, afirma Silva. “Não conhecemos ainda este mercado aqui, precisamos fazer experiências”, acrescenta.

O primeiro Leaf foi lançado em 2010 e desde então 400 mil unidades do modelo já foram vendidas no mundo – inclusive um par de dezenas no Brasil em 2012, em um programa piloto de frotas de táxi nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Para a segunda geração as ambições e os investimentos aumentaram bastante. A Nissan preparou campanha publicitária de lançamento e na quinta-feira, 18, abriu a Leaf House na Avenida Europa em São Paulo, que ficará aberta ao seleto público da região nobre da cidade der terça-feira a domingo até 3 de agosto para mostrar o carro.

Segundo pesquisa encomendada pela Nissan, 20% dos brasileiros avaliam que o carro elétrico será comum no País em três anos, outros 56% avaliam que isso só vai acontecer em 10 anos, mas 40% dizem que não sabem nada a respeito desse tipo de propulsão. Entre as pessoas que dizem querer comprar um modelo elétrico no Brasil, 21% são mulheres, 79% são homens, 26% têm filhos, 32% (a maioria) tem de 25 a 34 anos, 20% de 18 a 24 anos, 36% declararam ser entusiastas do “modo verde de vida”. E por que comprariam um elétrico? 42% por causa da emissão zero de poluentes, 29% relataram o custo mais baixo de utilização e 29% a economia com manutenções.

O novo Leaf será vendido no Brasil em apenas sete concessionárias, também preparadas para fazer manutenções. Segundo Silva, em geral o carro elétrico só gasta pneus, suspensão e freios, “é difícil precisar intervenções mais profundas e as mais leves poderão ser feitas em qualquer concessionária da marca”.



OUTRAS OPÇÕES ELETRIFICADAS PARA O BRASIL



Os planos de eletrificação da Nissan no Brasil vão além do Leaf. A fabricante tem a meta de vender 1 milhão de veículos eletrificados (incluindo híbridos) por ano a partir de 2022 e o mercado brasileiro faz parte desses planos. Silva confirma que até 2022 a Nissan deve produzir em Resende (RJ) um modelo eletrificado. Porém, aqui fará mais sentido fazer um híbrido com motorização a etanol ou flex bicombustível, que com a publicação do programa Rota 2030 ganhou incentivo fiscal, com desconto de três pontos porcentuais no IPI.

Uma das alternativas será introduzir no Kicks já produzido em Resende a plataforma e-power, usada pela Nissan atualmente no monovolume compacto Note, que transformou o modelo no carro mais vendido do Japão. O arranjo híbrido do e-power combina tração 100% elétrica com motor a combustão para gerar energia – e já passou por testes no Brasil recentemente. Segundo Silva, motor elétrico e baterias deverão ser importados para montagem aqui no Kicks nacional.

ELÉTRICO EVOLUÍDO



A segunda geração do Leaf que chega agora ao Brasil evoluiu bastante em relação à primeira, a começar pela autonomia, que pode chegar a 240 quilômetros antes de o veículo precisar ser recarregado. A capacidade do banco de baterias, de 40 kWh, cresceu 67%. A potência de 149 cavalos e o torque máximo de 32,6 kgfm também aumentaram 26% e 37%, respectivamente. Essa configuração garante um carro com pegada esportiva, já que 90% do torque é alcançado em 0,1 segundo, o equivalente à pisada no acelerador, como é característico de motores elétricos. Vai-se de 0 a 100 km/h em pouco menos de 8 segundos, segundo a Nissan. Também ajuda no desempenho e na autonomia a baixa resistência aerodinâmica oferecida pelo carro, que tem coeficiente aerodinâmico (cx) de apenas 0,28 – a ausência de aparatos como escapamento embaixo do assoalho reduz bastante esse índice.



Outra característica bastante diferente dos automóveis com motor a combustão são as acelerações e frenagens. O motor elétrico atua tanto para acelerar como para frear o carro. Com isso, basta tirar o pé do acelerador (chamado de e-pedal pela Nissan) e o veículo já começa a desacelerar e regenerar energia para as baterias. Dependendo da distância necessária para parar, nem é preciso acionar os freios. Pesquisas citadas pela Nissan indicam que motoristas de elétricos usem 80% menos o pedal do freio.

O Leaf pode ser recarregado de três formas: com o cabo de emergência plugável em qualquer tomada que demora de 20 a 40 horas para a carga total; no carregador de parede de 6 a 8 horas; e na recarga rápida que preenche até 80% das baterias em 40 minutos. No Brasil o Leaf será vendido com todos os cabos, conectores e recarregador de parede – também está incluído no preço do veículo o serviço de consultoria e instalação elétrica do equipamento.

No interior, o Leaf é um carro simples e familiar, um compacto que leva quatro pessoas com conforto e muito silêncio a bordo – e bastante segurança ativa. A Nissan equipou o carro com o seu Safety Shield, um pacote de assistências eletrônicas que integram frenagem automática, piloto automático adaptativo (ACC) com função stop-and-go para o para-e-anda do trânsito, assistente de permanência em faixa (a direção trepida e os freios são levemente acionados para recolocar o carro na faixa), detector de ponto-cego, monitor de pressão dos pneus, controle eletrônico de estabilidade (ESC) e tração, distribuição eletrônica de frenagem, alerta de fadiga do motorista, assistente de estacionamento com sensores e câmeras, além de airbags frontais e laterais e fixador Isofix para cadeiras infantis.



Tags: Nissan, Leaf, lançamento, veículo elétrico, baterias, eletrificação.

Comentários

  • Celiomagno maximiano

    Modelocom belo designer , bonito e que combina com o estilo brasileiro. A economia já é . Aerodinâmica já é . Melhor opção já é.

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