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PSA tem queda de produção em Porto Real por dependência da Argentina
Linha de produção do Citroën C4 Cactus): vendas em alta do SUV no Brasil impediram retração maior da PSA em Porto Real

Indústria | 29/07/2019 | 19h20

PSA tem queda de produção em Porto Real por dependência da Argentina

Exportações caíram 52% em 2019 e fábrica reduz jornada de trabalho em 25% para evitar demissões

PEDRO KUTNEY, AB

O tombo da economia na Argentina afetou diretamente o desempenho de quase todas as fábricas de veículos no Brasil, mas a planta brasileira do Grupo PSA em Porto Real (RJ) sente o golpe com mais força, pois até o fim do ano passado exportava ao país vizinho cerca de metade dos modelos Peugeot e Citroën produzidos na unidade. Como o mercado argentino representa quase todo o volume de vendas externas da PSA no Brasil, a crise externa provoca estragos maiores por aqui.

A queda nas exportações da fábrica no Sul Fluminense já chega a 52% no primeiro semestre deste ano, comparado com o mesmo período do ano passado, o que fez a produção recuar 38% na mesma base de comparação – a retração não foi maior graças ao bom desempenho doméstico, lastreado principalmente nas vendas do Citroën C4 Cactus, lançado há pouco menos de um ano no País.

REDUÇÃO DE JORNADA PARA ATRAVESSAR CRISE



Para tentar atravessar o atual período de dificuldade sem fazer demissões e assim manter a força de trabalho para uma eventual retomada, em fevereiro passado a PSA negociou com o sindicato local e os trabalhadores de Porto Real a redução de 25% na jornada de trabalho e dos salários, que atualmente afeta a grande maioria dos quase 2 mil empregados da fábrica. O regime foi negociado diretamente com os funcionários e não está enquadrado no Programa de Seguro ao Emprego (PSE), que envolve recursos do FAT (Fundo de Apoio ao Trabalhador) para o pagamento de parte do corte salarial.

Apesar do corte na jornada, a unidade permanece operando em dois turnos, mas com redução de horas em ambos. A produção deve ser mantida em ritmo reduzido pelo menos até o início de 2020, quando os termos do acordo serão renegociados.

A crise argentina interrompeu o ciclo de recuperação da fábrica brasileira da PSA iniciado em 2018, após seguidos anos de retração. Investimentos em produtividade de R$ 580 milhões entre 2016 e 2018 tornaram Porto Real uma das unidades mais eficientes do grupo no mundo e a previsão era que a unidade estivesse atualmente em cadência ascendente de produção, contudo a dependência excessiva de exportações ao país vizinho e o ritmo ainda lento do mercado brasileiro adiaram os planos de retomada.

A planta de Porto Real produz atualmente três modelos Citroën (C3, Aircross e C4 Cactus) e dois Peugeot (208 e 2008). A fábrica deverá abrigar três novos produtos com previsão de lançamento até o fim de 2021.

Com 7.754 unidades vendidas somente no Brasil no primeiro semestre, o C4 Cactus é o principal responsável por compensar parcialmente a queda das exportações. O SUV compacto sustentou na primeira metade de 2019 mais da metade (57%) das vendas da Citroën no mercado brasileiro e quase um terço (32%) dos emplacamentos de carros do Grupo PSA.

No total, de janeiro a junho foram emplacados no País 24.154 veículos das duas marcas da PSA (incluindo importados), o que representou crescimento de 14% sobre o mesmo período de 2018 (acima da média de expansão do mercado nacional, de 12% até agora).



Tags: Grupo PSA, Peugeot, Citroën, Porto Real, fábrica, produção, exportação, Argentina, jornada de trabalho.

Comentários

  • orlando

    Quevereguenza tener semejante fabrica y depender de las exportaciones porque no vende los producctos en Brasil, que la penetracion es nula

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