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Chery Tiggo 3 tem pior nota em teste de colisão

Segurança | 12/09/2019 | 18h02

Chery Tiggo 3 tem pior nota em teste de colisão

Modelo feito na China recebe zero estrela em proteção de adultos e apenas uma na proteção de crianças

REDAÇÃO AB

O Chery Tiggo 3 vai mal em teste de colisão realizado pelo Latin NCAP, Programa de Avaliação de Veículos Novos para a América Latina, cujo resultado foi divulgado na quinta-feira, 12. O modelo fabricado na China teve a pior nota no quesito proteção de adultos durante o crash-test (veja vídeo abaixo), recebendo a classificação zero estrela em uma escala que vai até cinco. Na avaliação de proteção de crianças, o SUV recebeu apenas uma estrela.

Embora não seja vendido no Brasil, o carro de teste foi comprado no Chile, onde o modelo é oferecido pela marca chinesa. Ele também é vendido na Argentina e no Uruguai. O SUV é maior que o Tiggo 2, mas menor com relação ao Tiggo 5X, este sim vendido e fabricado no Brasil pela Caoa Chery. O modelo testado pelo programa remete ao primeiro Tiggo que era montado no Uruguai e foi vendido no mercado brasileiro a partir de 2008.

Em sua avaliação, o Latin NCAP considerou que ao ser impactado frontalmente, o Tiggo 3 oferece baixa proteção para a área do peito do motorista, mesmo equipado com dois airbags, que são de série. O carro atingiu valores além dos limites biomecânicos permitidos no protocolo de segurança. Isso indica que há alta probabilidade de lesão de risco fatal durante uma batida frontal.

Além disso, o SUV da Chery teve a estrutura avaliada como instável e não suportou maiores cargas. Na proteção de crianças, o modelo ganhou uma estrela, significando baixa segurança para ocupantes infantis. Segundo o Latin NCAP, a falta de recomendação da fabricante sobre os sistemas de retenção infantil (SRI) a serem utilizados no teste, a falta do interruptor de desativação do airbag do passageiro e a má sinalização das ancoragens Isofix e SRIs que falharam nos testes de instalação são os motivos para tal nota.

“É uma grande preocupação para o Latin NCAP que ainda existam carros zero estrela, como o Tiggo 3, à venda na América Latina. O modelo não é capaz de oferecer uma proteção mínima em uma batida frontal, mesmo com airbags. O Latin NCAP está determinado a eliminar carros zero estrela do mercado latino-americano e exorta todos os governos e instituições regionais a apoiar programas de informação independentes para os consumidores“, disse o secretário geral do Latin NCAP, Alejandro Furas.

Junto com o resultado do Chery Tiggo 3, o Latin NCAP divulgou as notas do novo Chevrolet Onix, que recebeu nota máxima em segurança, tanto para adultos quanto para crianças.

“Esse excelente resultado do Onix contrasta com o resultado de zero estrela obtido pelo Chery Tiggo 3, que nos lembra de que ainda existem modelos no mercado com desempenho muito ruim e que os consumidores latino-americanos devem evitá-los de qualquer forma”, alertou o presidente do Global NCAP, David Ward.



Tags: Chery, Tiggo 3, Tiggo 5X, Tiggo 2, Latin NCAP, segurança, Caoa.

Comentários

  • EdevarCarvalho Junior

    Matériainteressante apenas no tocante quanto à preocupação do Latin NCAP sobre a comercialização de veículos com zero estrela. Porque não citou o Onix que recebeu em 2017 zero estrela? Este sim desenvolvido e vendido no Brasil, absurdamente líder de vendas em seu segmento, e que após anos e milhares de unidades rodando, passou por um retrabalho para reforçar sua estrutura, com barras de proteção sem ser no mínimo chamado para Recall, diga se de passagem, o problema aqui não é a baixa qualidade em segurança, e sim a aceitação do consumidor em comprar estes carros, e o governo só querer sua parcelinha do imposto. Não entendo o motivo da matéria em comparar carros de categorias totalmente diferentes, divulgar teste de carro comercializado em 2008 com baixíssima representação de venda, e que nem é mais vendido por aqui. Ao invés de enaltecer o Onix 2019, onze anos após um Tigo 2008 que no Brasil nem tinha obrigatoriedade de air bag? Quem dirá estrelinhas em Latin CAP. Prefiro acreditar que o objetivo da matéria era algo apenas para demonstrar a evolução ainda que lenta no quesito segurança, sem favorecer uma ou outra marca por parâmetros tão diferentes.

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