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Grupo Renault e parceiros desenvolvem tecido a partir de materiais reciclados

Sustentabilidade | 14/11/2019 | 18h19

Grupo Renault e parceiros desenvolvem tecido a partir de materiais reciclados

Produto é utilizado no revestimento interno do novo Zoe

REDAÇÃO AB

O Grupo Renault está utilizando um novo tipo de tecido criado a partir de materiais reciclados para servir de base no acabamento interno do novo Zoe. O projeto, iniciado em 2015, agora resulta na utilização do novo tecido em uma área total de 8 m2 por veículo, usado na fabricação de capas de assentos, parte do revestimento do painel, no suporte da alavanca de câmbio e nas portas. O produto atende a requisitos como o de resistência aos raios UV e de durabilidade.

O material foi desenvolvido em parceria com a Les Filatures du Parc, uma empresa francesa especializada em fios cardados, a Adient Fabrics, fornecedora de assentos automotivos, e contou com o apoio das regiões de Ademe e Occitânia, na França, historicamente especializadas na indústria têxtil, de vestuário e de couro.

No processo, a Renault Environment, subsidiária do Grupo Renault criada em 2008 e dedicada à economia circular, coleta materiais destinados a reciclagem ou segunda vida, tais como fragmentos de cintos de segurança e sucatas oriundas da fabricação de tecidos virgens para o setor automotivo.

Por sua vez, a Filatures du Parc é responsável pela preparação dessas matérias-primas a fim de aprimorar o comprimento das fibras por meio de sua nova linha de desfibragem industrial, adaptada à robustez dos cintos de segurança. Após cortar e triturar, as fibras têxteis são misturadas com fibras de poliéster feiras de garrafas plásticas, garantindo a coesão das fibras, antes de de passar por uma série de operações de cardagem. Derivada do termo cardo ou planta pontiaguda, a técnica tradicional de cardagem possibilita a obtenção de um novo fio de tecelagem graças a um sistema de tambores revestidos com pontas de aço muito finas girando em alta velocidade. Tal conhecimento permite, assim, sem transformação química ou térmica, desembaraçar e depois dividir, esticar, alinhar paralelamente e finalmente torcer as fibras limpas de impurezas. Este fio cardado 100% reciclado foi patenteado pelas duas empresas.

Por fim, a Adient Fabrics, tecelã e fornecedora de um terço dos assentos automotivos do mundo, recebe o fio reconstituído em bobinas em sua unidade de Laroque d'Olmes (Ariège), localizada a 120 km das fiações, para tecer e produzir o tecido automotivo, estofamento e guarnição para o interior de veículos.

O fornecimento e a fabricação dessa malha curta de fio cardado reciclado - sem transformação química ou térmica - reduz as emissões de CO2 associadas em mais de 60% em comparação com o tecido utilizado no ZOE e feito pelo processo de fabricação padrão.

“Diante do desafio da transição energética, as indústrias têm um papel essencial a desempenhar na mudança de seus métodos de produção e na redução de seu impacto ambiental. Com o apoio de nossos parceiros, Filatures du Parc e Adient Fabrics, estamos demonstrando que é possível implementar modelos de desenvolvimento circular e competitivo focados em recursos, enquanto adquirimos uma valiosa vantagem competitiva no momento em que a disponibilidade e o custo das matérias-primas estão se tornando uma questão estratégica real. Essa abordagem contribui para o compromisso do grupo em reduzir os impactos ambientais de cada veículo ao longo de seu ciclo de vida e de reduzir sua pegada de carbono global em 25% em 2022 em comparação a 2010”, declarou em nota o diretor de estratégia e planejamento ambiental do Groupe Renault, Jean-Philippe Hermine.



Tags: Grupo Renault, tecido, materiais, Zoe, sustentabilidade, material reciclado.

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