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Volkswagen ganha participação e projeta crescer acima da média em 2020
Pablo Di Si apresenta o Nivus e projeta continuação de crescimento acima da média de mercado da Volkswagen no Brasil

Indústria | 04/12/2019 | 20h00

Volkswagen ganha participação e projeta crescer acima da média em 2020

Brasil e América do Sul apresentam os maiores índices de expansão da marca no mundo

PEDRO KUTNEY, AB

Mesmo com a crise na Argentina, a América do Sul continua em 2019 sendo a região do mundo onde a Volkswagen mais cresce no mundo todo, com avanço de 2,1% este ano até novembro, contra queda de 5,6% do mercado regional. O bom resultado foi apurado graças ao Brasil, onde a marca apurou aumento de 11% nos emplacamentos de 11 meses, confortavelmente acima da expansão média de 7,6% das vendas. Para 2020, a Volkswagen estima que irá continuar a crescer acima da média no País, algo como “o dobro da expansão de 6% a 8% que projetamos para toda a indústria”, diz Pablo Di Si, presidente da divisão latino-americana da empresa.

Para Di Si, a abundância de crédito associada a juros em queda e baixa inadimplência é o fator que irá sustentar o mercado brasileiro em alta nos próximos anos. Ele aponta que de 2016 a 2019 as vendas de veículos no País vêm crescendo 11% ao ano em média, enquanto as concessões de financiamentos para compra de carros no mesmo período avançaram menos, 9% ao ano. “Essa correlação pode se inverter, porque os bancos projetam que as concessões de crédito vão crescer mais de 20% ao ano até 2023, isso vai estimular muito o mercado”, avalia.

O executivo baseia sua expectativa de crescer acima da média do mercado no número de lançamentos bem-sucedidos que a Volkswagen tem realizado e planeja fazer até o fim do próximo ano, dentro do plano de introduzir no Brasil 20 modelos entre 2017 e 2020.

“Em 2020 teremos um ano inteiro de vendas do T-Cross, que foi lançado no meio de 2019. Também teremos nosso novo SUV Nivus que chega em maio. Polo e Virtus continuam vendendo bem e em janeiro vão ganhar as versões esportivas GTI. Com esse quadro devemos continuar a ganhar participação de mercado e crescer acima da média no ano que vem”, afirma Pablo Di Si.



O executivo aponta que o T-Cross foi responsável em boa medida pelo crescimento da Volkswagen no Brasil em 2019. Em novembro o modelo liderou as vendas de SUVs, com 15% de participação no segmento que já representa 22% do mercado nacional. A Volkswagen tende a abocanhar um pedaço ainda maior desse bolo com o lançamento do SUV-cupê compacto Nivus, que chega em maio de 2020. “Com o carro vamos criar uma nova categoria e adicionar essas vendas”, avalia Di Si.

Para melhorar o desempenho, a marca vai lançar este mês uma versão do T-Cross para pessoas com deficiência (PcD), que já conta com 1,4 mil pedidos. Di Si destaca que 88 mil SUVs foram vendidos como PcDs no País em 11 meses, o que já representa 21% do segmento. Mas o presidente da Volkswagen destaca que, na contramão do mercado, a marca cresceu mais no varejo do que em vendas diretas (menos rentáveis). “É um segmento importante que deve continuar crescendo (já representa quase metade dos veículos vendidos este ano), por isso vamos lançar o T-Cross para PcD (também contabilizado como venda direta), mas nosso foco continua a ser o varejo, a venda na concessionária ou pelos canais digitais que criamos este ano”, garante.

Por causa do tombo na Argentina, a produção de veículos no Brasil também sofreu, deve avançar apenas 2% este ano, mas as fábricas brasileiras da Volkswagen aumentaram o ritmo em 11% este ano, graças ao aquecimento das vendas domésticas e à diversificação de mercados. “Enquanto as exportações caem 33% em 2019, as nossas caíram bem menos, 4%, porque aumentamos os negócios com outros países, especialmente com o México, para onde estamos mandando o T-Cross feito aqui, que também deverá ser exportado para países da África em 2020”, conta Di Si.

PROBLEMA ARGENTINO



A persistente e aprofundada crise econômica na Argentina foi o principal fator que puxou para baixo o resultado da divisão sul-americana da Volkswagen. “Estamos este ano muito próximos do resultado positivo, que só não será alcançado por causa do mercado argentino, onde nossas vendas caíram de 11 mil para 5 mil veículos por mês”, aponta Di Si. “Como lá somos líderes há 15 anos, sofremos mais, mas mesmo assim nossa retração de 43% nas vendas foi um pouco menor do que a queda geral de 44%”, pondera.

A produção da fábrica de Pacheco também caiu expressivos 45% este ano, mas Di Si explica que isso decorre do fim da produção da perua Suran (conhecida como Space Fox no Brasil), para remodelar a planta que recebe investimento de US$ 850 milhões para produzir, a partir do fim de 2020, o projeto Tarek, que envolve um novo SUV, um pouco maior que o T-Cross, e possivelmente uma picape em 2021 – apresentada como o protótipo Tarok no Salão de São Paulo de 2018.

“Permanecemos fazendo na Argentina a [picape média] Amarok, que tem volumes menores, mas é bem vendida para o Brasil, o que sustentou nossas exportações de lá, que caíram só 15%, bem menos do que a queda da produção na fábrica de Pacheco e abaixo da retração de 22% das vendas externas de veículos argentinos este ano”, explica o executivo.

Como o mercado argentino já caiu muito, Di Si avalia ser muito provável que em 2020 as vendas voltem a crescer no país. “Não esperamos por um grande crescimento, mas é possível algo como 5% a 6%”, projeta. “As primeiras declarações do presidente eleito Alberto Fernández são positivas, o peso até se revalorizou e o ano deve terminar até um pouco melhor, com 440 mil unidades em vez das 410 mil esperadas.”



Tags: Volkswagen, mercado, projeções, indústria, Pablo Di Si.

Comentários

  • Reneluis bestroinski

    Vendoa façanha da vw e seu arrojo nos lançamento de automoveis e caminhões e onibus nao consigo entender porque até hoje não entraram no mercado de vans! Depois que a kombi parou de ser fabricada nao se falou até entao de outra opçao semelhante. Pediria a gentileza a automotive bussiness que produzisse uma materia com o ricardo alouche sobre o assunto! Onde a mercedes nao tem concorrente a altura!

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