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Ford ainda negocia fábrica de São Bernardo do Campo
Ford encerrou a produção de caminhões em São Bernardo do Campo no dia 30 de outubro

Indústria | 12/12/2019 | 13h15

Ford ainda negocia fábrica de São Bernardo do Campo

Entendimentos para venda da unidade ocorrem com mais de uma empresa

MÁRIO CURCIO, AB

A Ford ainda negocia a venda da fábrica de São Bernardo do Campo (SP). A confirmação partiu do presidente da empresa para a América do Sul, Lyle Watters. “Plural”, resumiu, admitindo que há mais de um interessado, sem dizer se se trata de empresas nacionais ou estrangeiras. A informação surge na mesma semana em que Carlos Alberto de Oliveira Andrade admitiu que se tornou remota a possibilidade de o Grupo Caoa adquirir a unidade.

Lyle Watters concedeu entrevista durante a apresentação do Mustang Black Shadow, série especial do esportivo americano. Watters diz também que trabalha também para trazer ao Brasil o recém-lançado Mustang Mach-E, SUV elétrico apresentado em novembro durante o Salão de Los Angeles. O modelo é fabricado em Cuautitlán, no México.

Durante o evento ficou claro também que a operação da Ford em São Bernardo do Campo se tornou inviável pelo local em que está a antiga fábrica e pelo desenvolvimento de outras atividades em seu entorno, que dificultam até mesmo a operação em terceiro turno. A partir do momento em que a matriz da companhia decidiu sair do negócio de caminhões, a decisão de fechar a unidade foi inevitável. Com os pesados saiu de linha também o Fiesta.

PERSPECTIVA PARA 2020


De janeiro a novembro de 2019 a Ford teve 199,4 mil automóveis e comerciais leves vendidos no País, queda de 3,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Nesse período a empresa caiu da quarta para a quinta posição no ranking e sua participação de mercado baixou de 9,2% para 8,3%.

“Perdemos o Fiesta, que nos ajudava a compor os volumes, mas o Ka vai bem e é o segundo carro mais vendido do País. E o EcoSport mantém boas médias mensais [2,8 mil carros/mês em 2019] e tem um consumidor fiel. Quem tem um Eco troca por outro”, afirma o diretor de marketing, vendas e serviços da montadora, Antônio Baltar. O executivo informa também que a Ford focará seus esforços no varejo por conta da baixa rentabilidade das vendas às locadoras. A Ford estima um crescimento de 9% a 10% do mercado interno. Baltar acredita que o crescimento da Ford será dois pontos porcentuais menor que este.

A maior novidade aguardada para 2020 é o SUV Territory, um modelo com porte semelhante ao do Jeep Compass apresentado no Salão do Automóvel de 2018. O modelo virá da China. Há o desejo de montar o carro no Mercosul, provavelmente na Argentina, mas o momento econômico do país vizinho não permite a definição.

“Precisamos de uma ‘estratégia robusta’ com os importados, ou seja, eles servirão de complemento aos nacionais, mas precisam ter boa rentabilidade para trazer lucro mesmo em momentos de grande alta do dólar como a que vivemos agora”, afirma o vice-presidente da companhia para a América do Sul, Rogélio Golfarb.



Tags: Ford, Lyle Watters, Antônio Baltar, Rogélio Golfarb, fábrica, São Bernardo do Campo, Grupo Caoa, Mustang, Black Edition.

Comentários

  • geraldoZanini filho

    sea Fábrica de caminhões estivesse funcionando, os números da Ford seriam melhores. Vejam o crescimento das vendas de caminhões.

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