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Caoa anuncia investimento de R$ 1,5 bi em Anápolis até 2025
Mauro Correia, CEO do Grupo Caoa, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (dir.), ao lado do Tiggo 8, o mais novo produto da fábrica de Anápolis: negociação de extensão de incentivos para viabilizar novos investimento de R$ 1,5 bilhão

Indústria | 23/11/2020 | 19h00

Caoa anuncia investimento de R$ 1,5 bi em Anápolis até 2025

Projeto prevê produção de 10 modelos Chery, Hyundai e mais uma marca, com geração de 2 mil empregos

PEDRO KUTNEY, AB

O Grupo Caoa vai investir R$ 1,5 bilhão nos próximos cinco anos em sua fábrica de Anápolis (GO), com previsão de gerar 2 mil empregos diretos adicionais aos 1,6 mil atuais, para construir na unidade duas novas linhas de produção e fabricar 10 veículos na unidade, entre novos e renovações de modelos de Caoa Chey e Hyundai já produzidos lá e de mais uma marca – em negociações que devem ser reveladas em breve.

O anúncio foi feito na segunda-feira, 23, durante visita à planta do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), que há menos de um mês conseguiu aprovar junto ao Congresso e governo federal a extensão até 2025 dos incentivos fiscais para veículos fabricados no Centro-Oeste, que têm desconto de 32% no IPI, e já havia divulgado. Na ocasião Caiado havia divulgado que a prorrogação do benefício iria viabilizar o investimento da Caoa e também outro de R$ 500 milhões da HPE/Mitsubishi em Catalão (GO).

“Com o apoio do governo de Goiás e do governador Caiado foi possível estender os benefícios federais e isso foi fundamental para viabilizar este investimento em Anápolis. Sem isso não seríamos competitivos aqui”, afirmou Mauro Correia, CEO do Grupo Caoa.



Atualmente a Caoa Montadora produz em Anápolis três SUVs Chery (os Tiggo 5x, 7 e 8) e três Hyundai (os SUVs ix35 e New Tucson e o minicaminhão HR). O executivo confirmou que além de novos modelos e renovações de veículos das duas marcas a serem produzidos na fábrica goiana, uma nova marca deverá chegar à unidade. O investimento também prevê a introdução de novas tecnologias, como eletrificação de powertrain, e ampliação da rede de concessionárias Caoa Chery no País dos atuais 104 pontos para 151.

Outro objetivo é aumentar a capacidade atual de produção de 86 mil unidades/ano para mais de 100 mil e assim atrair mais fornecedores para perto da fábrica. “Quando chegarmos a esse nível vamos provocar o adensamento da cadeia de valor na região, com a atração de mais empresas fornecedoras, aumentando nossa eficiência e reduzindo custos logísticos”, afirmou Correia. Ele calcula que o novo plano de investimento poderá gerar de 20 mil a 25 mil empregos indiretos.

“Também continuaremos investindo nas equipes e em pesquisa e desenvolvimento local. Já temos aqui um centro de estudos e validação de combustíveis e emissões como poucos na América Latina. Além disso, fizemos parcerias com universidades estaduais e federal de Goiás e temos agora dois novos projetos aprovados na área de eficiência energética, que ainda estão pendentes de patente e serão anunciados em breve”, acrescentou Correia.

NEGOCIAÇÃO POR INCENTIVO E FÁBRICA SOB AMEAÇA



Também presente ao anúncio do investimento, o prefeito de Anápolis, Roberto Naves (PP), disse com todas as letras que caso a prorrogação dos incentivos fiscais ao Centro-Oeste não tivesse sido aprovada “nada mais iria ser produzido aqui e 1,6 mil pessoas perderiam seu emprego, essa era a grande ameaça”, declarou, para depois elogiar o esforço do governo estadual e de sua bancada no Congresso para aprovar a lei que garantiu os benefícios até 2025.

Já o governador Ronaldo Caiado relatou as dificuldades que enfrentou para aprovar a extensão. “Primeiro, no fim de 2018, fomos traídos, nos roubaram os incentivos que tínhamos (aprovados durante o governo Lula) e estenderam só para o Nordeste. Sem isso as empresas não tinham mais como competir, o Mauro (Correia) me disse que a diferença de custo seria de R$ 5 mil a mais por veículo produzido aqui, seria desleal com as empresas que produzem no Centro-Oeste”, disse, para justificar seu empenho junto ao governo para fazer a lei passar.

“Por sorte, as empresas instaladas no Nordeste atrasaram a apresentação dos planos de investimento (que teriam de fazer como contrapartida para receber os incentivos fiscais) e a Caoa apresentou mesmo sem saber se seria beneficiada. Com isso (o governo apresentou Medida Provisória adiando para o fim de outubro a apresentação dos novos aportes) conseguimos incluir a prorrogação para o Centro-Oeste. Também não foi fácil convencer o ministro Paulo Guedes (Economia), mas conseguimos porque o Estado conseguiu reduzir despesas e a lei foi finalmente sancionada depois de muito esforço”, contou Caiado.

O governador afirmou também que o Estado está reforçando investimentos em infraestrutura, com atração da Ferrovia Centro-Atlântico que ligará ao Porto de Vitória (ES), um centro de desenvolvimento ferroviário, um novo terminal de cargas e duplicação de rodovias. “Aqui ficamos equidistantes de todos os pontos do País e isso nos dá uma vantagem logística melhor do que se estivéssemos no litoral. Isso deverá atrair novas empresas à região e Anápolis poderá se transformar em um centro automotivo”, afirmou.

“Sem o incentivo fiscal não seríamos competitivos aqui, o que inviabilizaria nosso negócio. Por isso a prorrogação foi fundamental”, reforçou Mauro Correia.



Tags: Caoa, investimento, Anápolis, GO, fábrica, indústria, Hyundai, Chery, incentivos fiscais, benefícios.

Comentários

  • CíceroAlves de Souza

    Parabénsatodos diretor dessa fábrica que está produzindo belos carro era pessoas assim que deveria trabalhar na planta dá Ford pessoas que pensam em conquistas ó mercado automotivo não fazer como a Ford fez achar melhor deixar às portas não pensa em todos aqueles paí de família que trabalhava dentro dessa planta eu fui um deles também que perdi meu ganhar pão pô meus filhos trabalhei quase dez anos era meu sonho trabalhar em uma empresa como a Ford quando a caoa entrou nó negócio pra comprar a Ford era a nossa esperança para retornar ao trabalho mais cada dia as coisas ficaria mais difícil mais tenho fé que ainda voltarei trabalhar numa fábrica automotivo foi quase dez anos na estamparia

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