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Produção de motos registra alta em novembro, mas segue com restrições

Indústria | 09/12/2020 | 14h12

Produção de motos registra alta em novembro, mas segue com restrições

Foram produzidas mais de 104 mil unidades no segundo melhor mês do ano

WILSON TOUME, PARA AB

Na apresentação do último balanço do ano na quarta-feira, 9, a Abraciclo (associação que reúne fabricantes de motocicletas) anunciou que suas associadas produziram 104,1 mil motos em novembro, o que corresponde a um aumento de 14,5% na comparação com outubro, quando 90,9 mil unidades saíram das fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM/AM). O resultado fez de novembro o segundo melhor mês de 2020 em produção, ficando atrás somente das 105 mil unidades de setembro.

Houve alta também de 11,8% em relação a novembro de 2019 (que registrou 93,1 mil motos). Mas a produção de motos no acumulado deste ano, de 888,5 mil unidades, mostra retração de 14,5% na comparação com o total do mesmo período do ano passado, que foi de 1.039 milhão de veículos.

De acordo com Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, a demanda segue aquecida, mas o setor ainda sofre com limitações na produção e o consequente atraso na entrega de motos novas. “Estamos tentando suprir as necessidades do mercado e todas as fabricantes e seus fornecedores trabalham para atingir o equilíbrio entre a oferta e a demanda o mais rápido possível”, afirmou.

Em seguida, porém, o executivo explicou que será difícil resolver o problema a curto prazo. “É preciso ter a pandemia da Covid-19 sob controle para conseguirmos voltar aos níveis normais de produção; a adoção de uma série de restrições, que exigiram mudanças no desenho das fábricas para garantir a saúde dos colaboradores, gerou aumento no tempo de fabricação das motocicletas e isso impactou fortemente o desempenho do setor”, disse. Ao contrário das fabricantes de automóveis e de caminhões, as montadoras de motocicletas não têm na falta de insumos e de componentes o principal obstáculo para ampliar a produção, até o momento.

Questionado se poderia antecipar alguma previsão sobre as vendas do setor no ano que vem, Fermanian disse que ainda é muito cedo para isso (a projeção da entidade é apresentada tradicionalmente no início do ano), que o País depende das reformas governamentais e que torce para que, em 2021, o setor consiga retornar ao patamar do ano passado, pelo menos.

VENDAS NO VAREJO, NO ATACADO E EXPORTAÇÕES



De acordo com a análise da Abraciclo dos números do Renavam, em novembro foram licenciadas 89,4 mil motocicletas novas, o que significa queda de 7% em relação ao número de outubro (96,1 mil). Quando comparado com o mesmo mês de 2019 (88,3 mil), porém, houve crescimento de 1,2%. Destaque também para a média de 4,5 mil motos emplacadas por dia útil, a melhor para o mês de novembro desde 2014 (5,6 mil unidades/dia). Os cinco estados que apresentaram o maior volume de emplacamentos foram São Paulo (19,7 mil), Minas Gerais (7 mil), Bahia (5,6 mil), Ceará (5 mil) e Pernambuco (5 mil).

Já nas vendas por atacado (das fábricas para as concessionárias) foram registradas 101,9 mil motocicletas comercializadas, o que representa alta de 12,2% em relação às 90,8 mil unidades repassadas pelas montadoras em outubro. Também houve crescimento (8%) na comparação com o resultado de novembro de 2019, quando foram vendidas 94,3 mil motos para as lojas. No acumulado do ano, as vendas no atacado somaram 858,3 mil motocicletas, o que representa queda de 15,3% na comparação com o mesmo período de 2019 (1.013 milhão de unidades).

Ainda segundo a Abraciclo, em novembro as exportações somaram 3,2 mil unidades, volume 35,8% maior que o de outubro (2,3 mil) e 3,4% inferior ao do mesmo mês de 2019 (3,3 mil). Os três principais destinos das motocicletas produzidas no Polo de Manaus foram Argentina, Estados Unidos e Canadá. No acumulado do ano foram exportadas 29,1 mil veículos, indicando retração de 18% ante as 35,6 mil unidades registradas no mesmo período de 2019.



Tags: Indústria, Abraciclo, motocicletas, motos, PIM, Manaus, fábricas, vendas, varejo, atacado, exportações, Marcos Fermanian.

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