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| 02/06/2010 | 00h00

Michelin garante aportes e crescimento no Brasil

Nova fábrica do RJ promoverá vendas duplicadas na América do Sul.

Fernanda Guimarães, Automotive Business

Todos os executivos de alto escalão da fabricante de pneus do grupo francês Michelin chegaram ao Brasil com fortes expectativas em relação ao desempenho do mercado brasileiro. Após confirmar que o investimento de US$ 1 bilhão, prometido para o período de 2006 a 2012, será finalizado, o crescimento da importância do País para o grupo tornou-se mais claro, o que foi confirmado com a realização do Michelin Challenge Bibendum no Brasil, evento que terminou na última quarta-feira, 2.

O presidente do Grupo Michelin, Michel Rollier, falou positivamente sobre a nova fábrica no Rio de Janeiro, a terceira no País e no estado carioca. A unidade produzirá pneus para veículos de passeio e a expectativa do dirigente é que as vendas na América do Sul dobrem com o empreendimento. O início das operações está prometido para 2012.

De acordo com Rollier, a fabricante possui atualmente três grandes projetos de expansão, todos nos países do Bric – Brasil, Rússia, Índia e China. Dos quatro, apenas a Rússia ficou de fora dos aportes da Michelin.

No Brasil, aproximadamente US$ 400 milhões serão destinados para a nova planta em Itatiaia, RJ, que começou neste ano o processo de terraplanagem. Esse montante está dentro do pacote de US$ 1 bilhão.

Caminhões

O diretor mundial de pneus de carga da Michelin, Pete Selleck, afirmou que há um ano não acreditaria sobre a forte recuperação do mercado brasileiro. Confirmando as reclamações das montadoras sobre a falta de pneus para caminhões no País, o executivo salientou que o problema atinge todas as fabricantes.

A Michelin, segundo ele, está recorrendo à importação para tentar atender a demanda do mercado doméstico. “Estamos importando de outras plantas até expandir nossas fábricas locais, Estamos trabalhando muito duro para reduzir os impactos”, afirmou Selleck. A importação já atinge 30% das vendas domésticas.

Segundo o executivo, as fábricas do Rio e da Colômbia, responsáveis pela produção de pneus de carga, estão trabalhando a plena capacidade. A projeção é que a produção seja incrementada em 30% nos próximos anos, para que o atendimento da demanda seja feito localmente.

O presidente Lula, que participou da cerimônia de abertura do Challenge Bibendum, já havia brincado com Michel Rollier. “A Michelin só tem motivos para sorrir com o desempenho do mercado brasileiro”.

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