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| 20/06/2010 | 00h00

CSA opera após investimentos de US$ 8,2 bi

Unidade vai exportar placas para Alemanha e EUA.

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Depois de seis anos, entre projeto e obras que consumiram US$ 8,2 bilhões, a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) sai do papel já com perspectiva de aumento de capacidade. Quando estiver em plena operação, a usina terá capacidade para produzir até 5 milhões de toneladas de placas por ano, mas o presidente mundial da ThyssenKrupp, Ekkehard Schulz, afirmou hoje que a produção deve aumentar em pelo menos 1 milhão de toneladas até 2014. A Vale quer ampliar a planta antes.

"Nossa missão agora é atingir a produtividade máxima para ter o retorno do investimento. Em três ou quatro anos acredito que a economia mundial voltará aos níveis anteriores à crise e já teríamos que ter capacidade para 6 milhões de toneladas até lá", afirmou Schulz, em entrevista após a inauguração, no Rio de Janeiro.

"Espero que seja antes", afirmou Agnelli, dizendo que a Vale já está disposta a entrar com a mesma proporção de sua participação societária no montante de investimentos para a expansão da CSA. A área de 9 quilômetros quadrados tem condições de abrigar outros dois altos-fornos e dobrar a capacidade da planta.

A cerimônia no dia 18 de junho deu a partida na operação da unidade de sinterização, acionada por Agnelli, Schulz, o presidente Lula, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes por meio de um botão vermelho. A unidade supre os dois altos-fornos da usina com um insumo elaborado a partir do minério de ferro.

Quando estiver em plena operação, a CSA deverá empregar 3.500 funcionários. Toda a produção das placas, produtos siderúrgicos semiacabados, serão destinados à exportação para unidades da ThyssenKrupp na Alemanha e para a nova unidade de laminação do grupo no Alabama, nos Estados Unidos. As placas sairão da planta diretamente para um porto privativo, na Baía de Sepetiba.

Herbert Eichelkrant, principal executivo da CSA, admitiu que houve erro na supressão exagerada de parte do manguezal da baía durante a construção do porto, mas afirmou que os danos foram corrigidos e minimizou denúncias de pescadores. Ele também admitiu que os programas de compensação não compensam toda a emissão de dióxido de carbono do empreendimento, mas disse que a empresa adotou medidas para minimizar o impacto ambiental da usina.

Fonte: Alexandre Rodrigues e Jacqueline Farid, Agência Estado.

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