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| 06/07/2010 | 00h00

CSN divide reajuste do aço em duas altas de 4%

Repasses ocorrem em julho e outubro.

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A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) decidiu dividir em duas etapas o aumento do preço do aço programado para o terceiro trimestre. Segundo o presidente da siderúrgica, Benjamin Steinbruch, o repasse médio no mês de julho será de 4%. Outros 4% de alta estão previstos para outubro. No ano, conforme o executivo, a CSN já elevou em 20%, em média, o valor da commodity, já considerando o reajuste promovido neste mês.

Em entrevista à Agência Estado, o executivo sinalizou que o porcentual de reajuste programado para daqui a três meses poderá ser alterado, a depender das condições de mercado. "A correção que era para ser aplicada agora foi dividida em duas, mas vamos ver como se comporta o mercado em outubro", afirmou o executivo, durante evento realizado ontem à noite em São Paulo.

No final do mês de junho, a Agência Estado noticiou que, depois de recuar na proposta de aumento de preço do aço de 8% a 10,75%, a CSN comunicou aos distribuidores de aços planos que faria reajustes de 3,5% a 5%, segundo fonte do segmento de distribuição. Mas ontem Steinbruch sugeriu que não voltou atrás ao dizer que "está valendo agora o preço que saiu".

Casa de Pedra

Questionado sobre a abertura de capital da Casa de Pedra, ativo de mineração da CSN, Steinbruch afirmou que "continuam as negociações com japoneses, coreanos e chineses da Namisa". Assim que o acerto for concluído, ressaltou o executivo, o grupo poderá proceder ao lançamento de ações desta empresa. Steinbruch deixou claro, no entanto, que um eventual IPO deve entrar na pauta somente em setembro. "A gente não tem condições de fazer um IPO agora, o lançamento de ações está muito difícil por causa do mercado lá fora." No início do ano, o executivo disse que esperava concluir essa operação em junho.

Apesar do cenário conturbado no mercado externo, Steinbruch reforçou que o plano de investimento da CSN continua intacto e será executado integralmente, sem adiamentos. "A gente não está em crise no Brasil, tem que aproveitar esse momento. Vamos manter o plano e investir tudo."

Fontes: Michelly Teixeira e Chiara Quintão, Agência Estado.

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