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Caminhões e Ônibus | 25/08/2010 | 0h0

Iveco contrata 50% dos serviços de engenharia

Fidelizar competências é um dos desafios em Sete Lagoas, MG.

Paulo Ricardo Braga, Automotive Business

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Paulo Ricardo Braga, AB

Depois de dedicar boa parte da carreira ao comando da engenharia na Volkswagen Caminhões, Renato Mastrobuono aceitou o desafio de começar tudo de novo ao aceitar o convite para trabalhar na Iveco, como diretor de Desenvolvimento de Produtos. Com escritório em Sete Lagoas, ele busca manter em alta o moral do time de engenheiros e técnicos que aceitaram a proposta de mudar para uma cidade pequena no interior de Minas Gerais.

“Eu chamaria essa tarefa de fidelizar competências. Ao propor a um profissional juntar-se ao nosso time, é preciso compatibilizar uma série de interesses que sejam atrativos e passam por um novo estilo de vida com a família”, explica. Ele assegura que atrair talentos e oferecer uma oportunidade de carreira de longo prazo tem sido uma preocupação dos fabricantes de veículos. Ao mesmo tempo, sair em busca de bons engenheiros entre os concorrentes detonaria um guerra predatória, reconhece.

Na caminhada para desenvolver uma completamente nova linha de produtos que se estende de comerciais leves a caminhões pesados, a Iveco vem terceirizando mais de 50% dos serviços de engenharia necessários para essa tarefa de desenvolvimento de produtos. Mastrobuono reconhece que esse patamar é elevado – o ideal seria estar ao nível dos 20%. Ele sabe que conseguirá reduzir de forma significativa essa proporção, recorrendo a empresas especialistas como Altran, MSX, Inova, FEV, Edag, Stola e muitas outras.

O diretor da Iveco acredita também que haverá dois ciclos importantes de antecipação de compra de caminhões. O primeiro para assegurar a compra de veículos 6x2 utilizados para puxar bitrens, tarefa que terá obrigatoriedade de 6x4 pela legislação no próximo ano. A outra corrida às compras acontecerá na mudança de legislação de emissões para Euro 5 ao final de 2011. Esta, sim, será forte.

Para ele, a demanda por caminhões não vai esmorecer pelos próximos anos. “Estamos entrando em um círculo virtuoso, alimentado pelo crescimento da economia e grandes investimentos em infraestrutura. Haverá muitas obras além daquelas dirigidas à Copa e às Olimpíadas”, garante. Com a ajuda de um programa incentivado de renovação de frota esse mercado poderá atingir entre 250 – 300.000 caminhões por ano na próxima década.

Foto: Renato Mastrobuono, diretor de engenharia da Iveco.

Tags: Iveco, Renato Mastrobuono, engenharia.


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