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Marketing e Lançamentos | 18/10/2010 | 17h26

Livro trata da reinvenção do automóvel

Publicação da Alaúde é atual e tem autores de renome.

Paulo Ricardo Braga, Automotive Business

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Paulo Ricardo Braga, AB

A reinvenção do automóvel foi tema de uma apresentação de Larry Burns em um simpósio da SAE Brasil. O então diretor da GM na área de desenvolvimento de produtos, conhecido pelos vídeos criativos criados para o Discovery Channel, apresentou um cenário em rápida evolução na direção dos carros elétricos.

Mais eficientes e limpos, capazes de organizar o tráfego urbano, o carro do futuro será muito mais seguro e conectado, deixando os passageiros em contato permanente com outros veículos, com o escritório e a própria residência – antecipava o executivo.

O tema da palestra de Larry Burns está de volta no livro “A reinvenção do automóvel” da Editora Alaúde (240 páginas, 20 x 20 cm, R$ 69,90), de leitura obrigatória para tem interesse em avaliar como será a mobilidade urbana pessoal no século XXI. Além dele, assinam os textos William Mitchel, professor de arquitetura, mídia e ciência do MIT, e Christopher Borroni-Bird, diretor de conceitos veiculares de tecnologia avançada da GM.

Inovação

Um veículo com design inovador, que mede não mais do que 2,5m de comprimento e pesa, no máximo, 500 kg; impulsionado por um motor elétrico ou por células de hidrogênio que não emitem poluentes, que vai ao seu destino e estaciona sozinho sem a necessidade da intervenção do motorista. No caminho os passageiros podem acessar a internet ou ler um livro enquanto o automóvel segue a rota interagindo com os outros veículos ao seu redor, com a rua e com a infraestrutura da cidade.

As tecnologias necessárias para tornar este cenário realidade estão disponíveis, mas não foram integradas para a melhoria do trânsito e da qualidade de vida dos grandes centros urbanos. O cenário automobilístico atual, como avalia a publicação, apresenta veículos pesados, maiores do que o necessário, barulhentos e responsáveis pela emissão de diversos poluentes originados no motor de combustão interna. Além disso – dizem os autores -- o carro atual foi desenhado para percorrer grandes distâncias, carregando bagagem e precisa de motor potente, grande espaço de carga e alta autonomia.

“No entanto, na realidade dos grandes centros urbanos estas características mostram-se desnecessárias. Qual a real importância de um carro chegar a 250 km/h se a velocidade média em diversas metrópoles mal chega a 20 km/h? Por que deve um carro ter cinco lugares se nas grandes cidades a média é que haja dois passageiros por veículo?” – questionam os autores, afirmando que a primeira ideia é transformar o DNA do carro, ou seja, os princípios que fundamentam seu design.

O livro mostra que no futuro, quando os carros forem movidos por tração elétrica, não haverá a necessidade de um capô para agrupar todos os equipamentos que fazem o carro funcionar. O motor passará por uma revolução. Além de ser movido a eletricidade, o motor não mais será um grande e pesado equipamento localizado na frente ou na traseira do veículo. Serão pelo menos dois motores menores e localizados nas rodas, livrando o automóvel da necessidade de um grande capô.

Conectividade

Avanços como a Internet da Mobilidade facilitarão a interação do motorista com o veículo. Os recursos de telemática permitirão que os veículos coletem, processem e compartilhem grande quantidade de dados para prever e administrar melhor o trânsito, reduzindo o tempo de viagem. Por meio desta complexa rede de informação automobilística, o carro poderia “dirigir sozinho”, escolher as melhores rotas através de seu GPS e de um centro de informações que lhe dirá quais rotas estão congestionadas e as possíveis alternativas. A troca de informações entre os carros evitaria acidentes por manter os veículos conectados.

Com a menor possibilidade de acidentes, o próprio design do carro pode sofrer mudanças, afinal menos equipamentos de segurança poderiam ser incluídos no automóvel, além de haver uma diminuição nas zonas de impacto dianteira e traseira (o espaço necessário para absorver a energia dos choques de colisões), o que diminuiria consideravelmente o comprimento total do veículo.

Outra questão abordada pelo livro é a integração dos veículos elétricos a redes elétricas inteligentes, que utilizem fontes de energia limpas e renováveis – em especial a solar, a eólica, a hídrica e a geotérmica – a preços competitivos. Mais do que apenas fornecer energia limpa aos veículos, trata-se de garantir que as redes funcionem de maneira mais eficiente e que o uso de fontes renováveis de energia se torne efetivo.

Para os autores da publicação, a reinvenção do automóvel terá os mais profundos efeitos sobre as cidades e aglomerações urbanas, onde mais da metade da população do planeta vive e 80% da riqueza do mundo se concentrará até 2030.

Autores

William Mitchell foi professor de arquitetura, mídia e ciência do Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, onde também dirige o grupo de pesquisa Smart Cities. É autor de diversos livros, entre os quais The World’s Greatest Architect, publicado pelo MIT Press. Em junho deste ano, aos 65 anos, Mitchel faleceu, vítima de um câncer.

Lawrence D. Burns é consultor de empresas, do governo e de universidades sobre transporte, energia, tecnologias a sistemas de comunicação. Como vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento da General Motors entre 1998 e 2009, foi uma das principais vozes em defesa da reinvenção do automóvel e da diversificação da matriz energética, supervisionando a criação de uma série de veículos-conceito inovadores.

Christopher Borroni-Bird trabalha na General Motors norte-americana, onde exerce o cargo de diretor de Conceitos Veiculares de Tecnologia Avançada. Entre os projetos inovadores que desenvolveu destaca-se o P.U.M.A. Em 2000 ele passou a fazer parte do Hall da Fama Automotivo na categoria Liderança jovem.

Mais em no site da editora.



Tags: GM, SAE Brasil, automóvel, telemática, carro elétrico, célula a combustível.

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