Automotive Business
  
ABLive

Notícias

Ver todas as notícias

Meio Ambiente | 05/11/2010 | 18h20

O ganho de retirar 522 mil carros de circulação

Zwetkoff, presidente da Controlar, avalia o programa de inspeção.

Marcelo de Paula, Automotive Business

NOTÍCIAS AUTOMOTIVAS EM QUALQUER LUGAR
Email RSS Twitter WebTV Revista Mobile Rede Social



Marcelo de Paula

Obrigatória desde 2008 para veículos movidos a diesel e desde 2009 para carros a gasolina e motocicletas, a inspeção veicular já começa a apresentar bons resultados para a atmosfera. Segundo Harald Peter Zwetkoff, presidente da Controlar, empresa responsável pelas inspeções veiculares na cidade de São Paulo, o ganho ambiental obtido no ano passado em função dessas revisões obrigatórias equivale à retirada de 522 mil carros de circulação. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, dia 5, durante seminário “Emissões Veiculares e Meio Ambiente”, promovido pela Anfavea, no hotel Holiday Inn Anhembi, em São Paulo.

Para se ter ideia dos custos gerados pelas emissões veiculares, dados do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP aponta que, somente em São Paulo, a poluição é responsável pela morte de 20 pessoas por dia e pela redução da expectativa de vida em um ano e meio. Em dias de grande contaminação, o risco de morte por doenças pulmonares aumenta 12% e as internações em ambulatórios sobem 25%. Os gastos municipais com internações e tratamentos são da ordem de R$ 335 milhões anualmente.

A inspeção não atingiu 100% dos veículos obrigados a fazê-la. O percentual de veículos a gasolina inspecionados em 2009 foi de 80%, o de motos de 32% e o de veículos a diesel (caminhões, ônibus e veículos leves) de 44%, com aprovação média de 97,8%. Em números absolutos, foram verificados 1,57 milhão de veículos e aprovados 1,53 milhão. Este ano, até outubro, 2,26 milhões foram vistoriados com 95% de aprovação.

O programa de inspeção, no entanto, pode ser comprometido pelo fato de ser obrigatório apenas na cidade de São Paulo. O presidente da Controlar alerta para o fato de já existirem pessoas que transferem seus carros para cidades vizinhas com o intuito de não arcar com o custo de R$ 56,44. Há, inclusive, histórias de pessoas que alugam catalisadores ou se utilizam de outro carro com as mesmas características para tentar enganar o sistema.

“Fraudes podem inviabilizar o programa. Mas vale ressaltar que o processo de inspeção é automatizado. Há um protocolo de elaboração do teste e o software usado é travado. Este ano instalamos leitores de placas para evitar que alguém vá com o carro de outro e há uma comissão interna antifraude, entre outras medidas. Até o momento não tivemos fraudes comprovadas”, afirmou Zwetkoff.

Quanto à possível evasão de veículos, a solução seria adotar a inspeção em todas as cidades. “Enquanto o programa não estiver presente em todo o Brasil, teremos de conviver com o fenômeno da evasão, em contar que proprietários que residem em cidades vizinhas, onde não há inspeção, podem circular normalmente pelas ruas de São Paulo”.



Tags: inspeção veicular, Controlar, Anfavea, emissões veiculares.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência