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Marketing e Lançamentos | 25/11/2010 | 07h54

Belini lança Bravo e ciclo de R$ 10 bi no Brasil

Carro foi apresentado no Rio de Janeiro.

Pedro Kutney, do Rio de Janeiro para Automotive Business

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Pedro Kutney, do Rio de Janeiro para Automotive Business

Logo após a execução da inspiradora ária Nesun Dorma, último ato da ópera Turandot de Giacomo Puccini, surgiram no palco dois Fiat Bravo, cujo nome remete à palavra italiana que significa admiração diante de uma grande obra. E foi grande mesmo. O Bravo marca o encerramento do maior investimento já feito pela Fiat no Brasil, de R$ 6 bilhões aplicados de 2008 a 2010. E inicia um novo ciclo maior ainda, de R$ 10 bilhões que serão investidos de agora até 2015.

Assim explicou um apressado Cledorvino Belini, presidente do grupo na América Latina, que partiu logo após seu rápido discurso de apresentação do novo modelo da marca italiana no País. Belini precisou seguir para o aeroporto para tomar um voo para Turim, sede da Fiat na Itália, onde participa na tarde desta quinta-feira de uma reunião da alta direção da companhia, na qual provavelmente discutirá, entre outros temas, do destino de mais um investimento bilionário no Mercosul.

Mas antes de partir Belini deu um ligeiro resumo do que já foi feito e do que está por vir. Ele explicou que o investimento anterior preparou a Fiat para atender ao crescimento esperado no Mercosul, principalmente no Brasil. Para isso a Fiat preparou a fábrica de Betim (MG) para produzir até 800 mil veículos/ano, com nova linha de prensas, robotização da pintura e ampliação da funilaria e montagem final. Córdoba, na Argentina, acrescentou mais 200 mil unidades à capacidade, tornando assim a Fiat a primeira fabricante com poder de fabricar 1 milhão de automóveis e comerciais leves por ano na América Latina. Foi igualmente expandida a capacidade de produção de motores da FPT Powertrain Technologies, nas unidades de Betim e de Campo Largo (PR).

“É um avanço estratégico que representará grande diferencial competitivo para a Fiat na região nos próximos anos”, disse Belini, lembrando também da renovação do portfólio de produtos, com o lançamento da Strada cabine dupla, da renovação da família Adventure e da chegada do novo Uno, que sozinho fez a marca retomar a liderança no segmento de automóveis, que havia perdido para a Volkswagen em 2009. O Bravo encerra esse ciclo de significativa expansão.

O próximo ciclo, segundo Belini, já começa em 2011 com a promessa de nada menos que 20 lançamentos e renovações de modelos da marca – a principal novidade deverá ser a introdução da mais nova geração do Palio, que já perdeu para o Uno a posição de segundo carro mais vendido do País e, portanto, precisa de urgente reposicionamento.

Belini destacou que o mercado brasileiro amadureceu com a junção de crescimento econômico e equilíbrio social, somando elevação da renda, sensível diminuição da taxa de desemprego e expansão do crédito. Com esses ingredientes, o executivo espera fazer a companhia que dirige continuar a surfar na onda de prosperidade do País. O Bravo coloca um ponto de exclamação na primeira parte dessa missão. O nome do carro é exatamente a palavra que Belini espera ouvir (novamente) do board em Turim.



Tags: Fiat, Bravo, Nesun Dorma, Cledorvino Belini, FPT Powertrain.

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