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Automóveis e Comerciais Leves | 03/12/2010 | 16h51

Brasil já é o 3º maior mercado para a Renault

Filial brasileira ultrapassa Coreia e Itália.

Cleide Silva, Estadão, Agência Estado

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Cleide Silva, Agência Estado

O Brasil já o terceiro maior mercado para a fabricante de veículos Renault, atrás da França e da Alemanha. Com vendas de mais de 150 mil unidades previstas até o fim do ano, a filial brasileira desbancou os mercados da Coreia e da Itália, que caíram para a quarta e a quinta colocação, respectivamente.

É a primeira vez que a subsidiária, instalada no País há 12 anos, conquista essa representação. A França, sede da empresa, deve consumir este ano perto de 700 mil automóveis da marca e a Alemanha, pouco mais de 150 mil.

No mercado brasileiro, a Renault recuperou a quinta posição entre as maiores montadoras – com 4,8% de participação –, posto que havia perdido nos últimos anos, chegando a cair para o oitavo lugar no ranking.

Até novembro, a Renault vendeu no País 142.049 automóveis e comerciais leves, um crescimento de quase 34% em relação a igual período do ano passado. Foi o maior porcentual obtido entre as fabricantes locais.

A Fiat, líder do mercado, registra aumento de 1,5% nas vendas em relação a 2009 (681 mil unidades), enquanto a Volkswagen teve queda de 0,46% (623,7 mil). A General Motors cresceu 8,3% (586,6 mil) e a Ford, 9% (300 mil). A Hyundai teve incremento de 56% (95,1 mil), mas a maior parte dos carros da marca é importada da Coreia.

O mercado total de automóveis e comerciais leves cresceu 8,6% de janeiro a novembro, para 2,96 milhões de unidades. Com caminhões e ônibus, o número vai a 3,13 milhões, 10% a mais que no ano passado.

"Em 2011 pretendemos crescer 20%, para algo próximo a 180 mil veículos", informa o presidente da Renault do Brasil, Jean-Michel Jalinier. Para atingir a meta, a marca terá dois importantes lançamentos. O primeiro deles, em fevereiro, é o do sedã médio Fluence, fabricado na Argentina e que será comercializado no Brasil a partir de R$ 59,9 mil.

O segundo será o utilitário-esportivo Duster, que será produzido na fábrica de São José dos Pinhais (PR) a partir do segundo semestre. Vai disputar mercado com o Ford EcoSport, que custa a partir de R$ 51,9 mil.

"Com esse veículo, completamos nossa vocação generalista, cobrindo vários segmentos do mercado", diz Jalinier. A marca produz ainda os modelos Logan, Sandero, Mégane (que será substituído pelo Fluence) e Scénic, e traz da Argentina Clio, Symbol e Kangoo.

3º turno

A Renault deve iniciar no segundo semestre do próximo ano o terceiro turno de trabalho na fábrica do Paraná, que também produz modelos da Nissan. "Se o mercado total crescer 8%, como estamos prevendo, precisaremos ampliar a produção", afirma Jalinier. Outra opção será aumentar o ritmo de produção da linha de montagem, o que se faz com investimentos e arranjos técnicos.

Se optar pelo terceiro turno, será a primeira vez que a fábrica trabalhará sem interrupções. A criação de um turno completo exige cerca de mil contratações, mas, segundo Jalinier, só em março ou abril a empresa tomará a decisão que será adotada dois meses depois.

O grupo emprega hoje 5 mil funcionários em dois turnos. A produção este ano deve atingir 170 mil veículos da marca Renault e 18 mil da Nissan. Dos modelos da marca francesa, 50 mil foram exportados para a Argentina, país de onde a marca trouxe 40 mil carros este ano.

A fábrica do Paraná tem capacidade instalada para 250 mil veículos ao ano, em três turnos. O projeto da aliança Renault/Nissan é ter 10% da fatia do mercado brasileiro nos próximos cinco anos. "Para atingir essa meta precisamos de novos modelos, estratégia comercial agressiva e pós-venda forte", diz Jalinier.

O executivo espera que o novo governo de Dilma Rousseff promova mudanças na estrutura tributária e invista principalmente em infraestrutura e educação.



Tags: Renault, Nissan, Logan, Sandero, Duster.

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