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Insumos | 07/12/2010 | 16h24

VW trava preço do aço por um ano

Medo de importações facilitou as negociações com fornecedores.

Pedro Kutney, Automotive Business

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Pedro Kutney, AB

Depois de duras negociações a Volkswagen conseguiu arrefecer os seguidos aumentos dos preços do aço praticados pelos fornecedores brasileiros. Segundo Alexander Seitz, vice-presidente de compras para a América do Sul, as ameaças de elevar as importações funcionaram: “Muita gente começou a trazer mais aço de fora e as siderúrgicas ficaram com medo de perder mercado aqui”, contou o executivo.

Seitz disse que os fornecedores de aço laminado paralisaram os reajustes e ainda aceitaram fechar contrato que congela os preços por doze meses. “De início eles queriam renegociações trimestrais, mas com o mercado favorável conseguimos travar os valores.”

“As negociações foram duras mas conseguimos estabilizar esse custo por algum tempo”, acrescentou Thomas Schmall, presidente da Volkswagen do Brasil, que confirmou a intenção da companhia em continuar importando cerca de 30% dos suprimentos de aço. “Vamos continuar com essas importações. Se não tivéssemos conseguido negociar teríamos elevado esse porcentual”, explica.

Sem gargalos e mais nacionalização

A Volkswagen deve fechar 2010 com gastos em compras de R$ 12 bilhões no Mercosul, valor que já cresceu 20% em relação a 2009 e deve continuar a se expandir junto com o aumento da produção projetado pela Volkswagen, que planeja atingir 1 milhão de unidades vendidas por ano no Brasil a partir de 2014.

Segundo Seitz, atualmente existem apenas “pequenos gargalos pontuais” na cadeia de suprimentos da indústria. “A fase crítica por enquanto foi superada, não está faltando nada”, disse. O executivo confirmou que a Volkswagen pretende continuar a localizar no Mercosul “o máximo possível suas compras”, para manter elevados os índices de nacionalização dos veículos produzidos na região.

Seitz contou que já se trabalha no aumento de conteúdo local para a picape Amarok, produzida na Argentina, que atualmente tem 60% de suas partes produzidas no Mercosul. O executivo diz que é necessário elevar esse porcentual, que está no limite permitido pelas normas do Mercosul para o comércio de veículos sem impostos entre os países do bloco. Por isso está nos planos até mesmo a nacionalização do câmbio automático, a ser fornecido pela ZF, que será incorporado à Amarok a partir de 2012.

O vice-presidente de compras confirma que a imensa maioria dos fornecedores na região está no Brasil, pois na Argentina o setor continua reduzido e frágil. Mas Seitz lembra que no Uruguai existe uma nascente indústria de autopeças: “As empresas estão encontrando condições favoráveis de câmbio, impostos e incentivos para se instalarem lá, além da boa localização entre Brasil e Argentina, onde estão os principais clientes. Não existe ainda um grande parque de fornecedores lá, mas está crescendo”, diz, citando como exemplo a Faurecia, fabricante de bancos, painéis internos e escapamentos, que está instalando uma unidade no Uruguai.

Foto: Alexander Seitz, vice-presidente de compras da Volkswagen para a América do Sul.



Tags: Volkswagen, compras, Amarok, ZF, Faurecia.

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