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Mercado e Negócios | 11/01/2011 | 21h25

As estratégias dos fabricantes no Salão de Detroit

Confira as apostas de cada marca.

Fernando Calmon

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Fernando Calmon, de Detroit, EUA

Nunca se falou tanto em empregos, nesses últimos tempos, como no Salão de Detroit montado no complexo Cobo, no centro da cidade. As Três Grandes americanas estão ainda mais empenhadas em que os novos postos de trabalho sejam gerados preferencialmente no estado de Michigan, onde se situa a Grande Detroit.

Essa edição do salão marcou a volta da Porsche, depois de três anos de ausência. A Nissan promete voltar em 2012, mas como a decisão de participar em 2011 foi tardia exibiu apenas o elétrico Leaf fora do pavilhão principal.

A Ford fez uma apresentação aqui destacando, além dos novos empregos, a sua tecnologia unificada para todos os países onde produz. Convidou empregados e clientes de várias regiões, posicionando-os sobre uma mapa mundi projetado no chão do ginásio do Cobo. Entre estes estava Luiz Henrique Lima, engenheiro carioca e primeiro comprador do Fusion híbrido no Brasil.

A General Motors aposta no Volt como a solução mais promissora para enfrentar o futuro. Apesar da discussão sobre se deve ser enquadrado como carro elétrico de autonomia estendida ou um híbrido em série, trata-se de uma proposta diferenciada. A bateria permite uns 50 km de autonomia (depende de temperatura ambiente, carga e velocidade) e depois um motor a combustão assegura até 500 km usando gasolina premium.

O Volt, sem subsídios, tem preço sugerido nos EUA de US$ 41.000 e chegaria ao Brasil por cerca de R$ 180.000. De dimensões semelhantes às do Vectra, seria inviável para o nosso mercado. A GM do Brasil pretende importar algumas unidades para demonstrações.

Apesar da discreta troca de farpas entre os dois tradicionais fabricantes sobre o futuro “elétrico”, ao longo das entrevistas, a Ford tem uma visão mais prudente. Investe em híbridos plenos (plugáveis ou não) e elétricos puramente a bateria (caso do Focus mostrado no salão), sem deixar de evoluir os motores tradicionais equipados com injeção direta e turbocompressor dentro da visão rightsize (cilindrada correta para visar baixo consumo de combustível).

A GM, no entanto, apresentou o Sonic, um compacto baseado na arquitetura Daewoo (dará origem também ao sucessor do Celta/Prima em 2012). Dará combate ao Fiesta, Fit, Yaris e outros compactos que se insinuam nos disputado e volúvel mercado americano de automõveis de passageiros.

A Volkswagen confirmou que o sedã de porte médio, que começará a ser fabricado ainda neste primeiro semestre em Chataloosa (Tennessee), se chamará Passat. Entre as vantagens, os custos reduzidos de produção (em dólares, não em euros...), uma fábrica muito moderna e a mão-de-obra mais barata dos estados sulistas. A empresa alemã frisou que o investimento total de US$ 2 bilhões (até atingir a capacidade de 100.000 unidades/ano) não se interrompeu nem no auge da crise financeira que derrubou a economia americana em 2008/2009. O carro estreou aqui, tem dimensões maiores que o seu homônimo europeu e preço muito competitivo na faixa de US$ 20.000,00.

Apostando também na recuperação do mercado, a Chrysler coloca a suas fichas no novo 200, baseado na arquitetura do médio Sebring, mas com carroceria e interior completamente remodelados. De modo geral, todos os modelos da marca receberam novos materiais da acabamento inclusive plásticos sensíveis ao toque no painel e laterais de portas numa clara estratégia de investir em imagem.



Tags: NAIAS, Salão do Automóvel de Detroit, Ford, GM, Chrysler, Porsche, Nissan, Volkswagen.

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