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Insumos | 24/01/2011 | 09h35

Inda: siderúrgicas podem reduzir os descontos

Iniciativa pode representar aumento de 5% a 8%

Chiara Quintão, Agência Estado

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Chiara Quintão, Agência Estado

Os descontos concedidos pelas siderúrgicas aos distribuidores de aços planos devem começar a ser reduzidos em março, nas vendas do insumo para entrega a partir de abril. A avaliação é do presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro. A diminuição dos descontos deve representar aumento nos atuais preços dos aços planos comercializados pelas usinas entre 5% e 8%.

Essa mudança esperada por Loureiro na política de preços que começou a ser aplicada em agosto do ano passado será uma tentativa das usinas de repassar parte dos aumentos das principais matérias-primas - minério de ferro e carvão.

As siderúrgicas nacionais optaram por conceder descontos aos produtos vendidos aos distribuidores para fazer frente ao volume recorde de aço importado que ingressou no País no ano passado, em decorrência do prêmio - diferença dos preços internacionais e domésticos - que já existia e foi acentuada pelo câmbio.

O aumento da importação resultou no crescimento dos estoques, e passou a ser recorrente, no mercado, a afirmação de que os preços internos só voltariam a reagir com a redução desses volumes. Em 2010, as importações de aços planos cresceram 172,4%, para 4,067 milhões de toneladas, segundo dados do Instituto Aço Brasil (IABr).

A retomada da alta nos preços internacionais do aço contribui para o início de melhora das perspectivas para as siderúrgicas nacionais. "Hoje, o prêmio está praticamente zero e, em alguns casos, chega a ser negativo", diz Loureiro.

Diante das altas de preços que vêm sendo anunciadas no mercado externo e da redução gradativa dos estoques, a expectativa do presidente do Inda é que a distribuição aceite descontos em patamares menores que os que vêm sendo concedidos. "A sensação dos distribuidores é de que os preços chegaram ao piso. A distribuição vai querer preservar estoques, por saber que não será possível fazer reposição com os preços praticados até agora", afirma Loureiro.

No fim de 2010, os estoques da distribuição corresponderam a 4,3 meses de vendas, acima dos 4,2 meses inicialmente esperados. Em números absolutos, os estoques caíram de 1,215 milhão de toneladas em novembro para 1,205 milhão de toneladas em dezembro, mas o aumento das compras em proporção maior que a esperada resultou em maior equivalência em relação ao número de meses. As compras cresceram em dezembro devido ao ingresso de volume de importações cujos pedidos foram fechados anteriormente, mas cujos desembarques ainda não tinham sido internalizados e registrados.

Em dezembro, as vendas somaram 280 mil toneladas, e as compras, 270 mil toneladas. No acumulado do ano, as vendas de aços planos pelos distribuidores somaram 3,837 milhões de toneladas, confirmando a expectativa de crescimento de 13% divulgada anteriormente pelo Inda. Para janeiro, a estimativa é de vendas 15% acima das registradas em dezembro e queda de 60 mil toneladas nos estoques da rede de distribuição. Se confirmada essa projeção, os estoques vão corresponder ao patamar de 3,5 a 3,6 meses de vendas no fim deste mês. O ponto considerado de equilíbrio, quando o volume estocado equivale a 2,5 meses de vendas, deve ser alcançado entre maio e junho, conforme Loureiro.

No mercado internacional, os preços do aço têm subido como resposta aos custos maiores das siderúrgicas com matérias-primas, mas uma definição mais clara do cenário ainda depende de o crescimento da demanda se firmar, levando-se em conta o excedente do insumo no mundo. A China responde por quase metade da produção mundial de aço. No ano passado, a produção chinesa cresceu 9,3% ante 2009, para o recorde de 626,65 milhões de toneladas, de acordo com dados do Escritório Nacional de Estatísticas, divulgados pela Dow Jones. O volume superou a projeção dos analistas, de 581 milhões de toneladas.



Tags: Inda, Instituto Aço Brasil, siderúrgicas, aço.

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