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Mercado e Negócios | 20/03/2011 | 22h40

Por US$ 39 bi AT&T volta a ser maior operadora

Empresa comprou a T-Mobile nos EUA.

Agência Estado

Agência Estado

A AT&T, segunda maior empresa de telefonia móvel dos Estados Unidos, anunciou neste domingo, 20, um acordo com a alemã Deutsche Telekom para a compra de sua filial T-Mobile USA, por US$ 39 bilhões - no que está sendo considerada uma das maiores transações realizadas desde o início da crise financeira internacional.

A operação envolverá ao menos US$ 25 bilhões em dinheiro e o restante em ações - o valor em dinheiro pode aumentar em até US$ 4,2 bilhões. Pelo acordo, a Deutsche terá 8% de participação na gigante americana, além de um assento no conselho de administração. A AT & T não assume qualquer dívida da T-Mobile ou do grupo alemão.

A transação ainda terá de passar pela avaliação dos órgãos reguladores - etapa que não deve ser simples, já que a união das duas empresas deixa a telefonia celular dos Estados Unidos nas mãos de apenas três companhias: AT&T, Verizon e Sprint - essa última, muito menor e, provavelmente, a próxima a querer se unir a uma concorrente para sobreviver. A expectativa é de que o negócio seja concluído num prazo máximo de 12 meses. A compra da concorrente devolve à AT&T a possibilidade de retornar ao posto de maior operadora de celular do país, posição que perdeu no começo de 2009 para a Verizon. Com a fusão, a americana, que conta hoje com 95,5 milhões de assinantes, ganhará outros 33,7 milhões de clientes da parceira alemã.

Sem escolha Com lucro em queda e sem perspectivas, por não operar com o iPhone da Apple, a T-Mobile terá a chance de competir no mercado de celulares de quarta geração (4G) ao se juntar à AT&T. A filial da Deutsche era a quarta no ranking de telefonia móvel nos Estados Unidos. No ano passado, surgiram boatos no mercado de que a alemã flertou com a Sprint Nextel, na tentativa de salvar sua operação no mercado americano, mas as negociações não foram adiante.

Em nota, a AT&T informou que a aquisição lhe dá uma combinação ótima de ativos, melhorando a qualidade da rede para os clientes das duas empresas. "Em algumas áreas mais povoadas, o número de torres de celular vai aumentar cerca de 30%", diz o comunicado.

Mas, para analistas de mercado, há controvérsias. Eles dizem que a fusão pode resultar em aumento de preço. A T-Mobile tem atualmente uma das tarifas mais baixas em algumas regiões.

Embora, a AT&T seja obrigada a honrar os contratos antigos, os analistas acreditam que, assim que eles expirarem, os clientes da T-Mobile passarão a pagar os mesmos preços cobrados pela companhia americana.



Tags: AT&T, T-Mobile, telefonia, Deutsche Telekom, Verizon, Sprint, Nextel.

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