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14/11/2017 | 18h10

Mercado

Vendas globais de veículos podem encolher 32,5% até 2040

Estudo da IHS Markit indica que serviços de mobilidade vão impactar negócios


REDAÇÃO AB

O futuro é paradoxal para a indústria automotiva. enquanto o número de milhas viajadas deve crescer 65% nos próximos anos 23 anos globalmente, o volume de emplacamentos tende a cair drásticos 32,5%. A conclusão é de levantamento feito pela IHS Markit nos Estados Unidos, Europa, China e Índia, os principais mercados mundiais. Segundo a consultoria, as vendas nestas regiões devem encolher dos atuais 80 milhões de veículos leves por ano para cerca de 54 milhões de unidades anuais até 2040.

-Veja aqui dados da IHS Markit
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O movimento seria uma resposta ao aumento do uso de serviços de mobilidade, como aplicativos de carona, serviços de transporte individual e plataformas de compartilhamento de carros. A concorrência é cada vez mais multidimensional e menos relacionada somente às empresas do mesmo setor, alerta o relatório da empresa. A tendência, indica o levantamento, é que com o crescente acesso às novas soluções, o consumidor use mais automóveis, mas não veículos próprios. O estudo aponta que o número de milhas rodadas anualmente deve registrar aumento expressivo de 65% em 23 anos.

Apesar de serem o principal motivo para a redução do mercado global, a IHS Markit indica que serviços de transporte, como os oferecidos por empresas como Uber e Cabify, poderão responder por parte da demanda por veículos no futuro. Segundo a consultoria, a cadeia de serviços destas plataformas vai demandar 10 milhões de carros por ano – a empresa estima que este número seja de 300 mil unidades atualmente.

“Nós estamos no auge de uma das maiores transformações no transporte individual desde o começo da era automotiva. Entender as implicações de mudança tão grande requer perspectiva que vai além de uma só indústria ou mercado”, apontou no relatório Jim Burkhard, vice-presidente global da área de energia e mobilidade da empresa.

CARRO ELÉTRICO TERÁ 19% DO MERCADO

Segundo o levantamento, mesmo daqui a duas décadas, a participação dos carros puramente elétricos nas vendas ainda será menor, com 80% dos automóveis equipados com algum tipo de motor a combustão. Os modelos puramente elétricos responderão por 19% dos emplacamentos em 2040, segundo a IHS Markit. Já os híbridos plug-in terão participação de 14%, enquanto carros movidos apenas a gasolina ou a diesel responderão por 62% das vendas. Mesmo que permaneça alto, se concretizado o porcentual será bastante inferior aos atuais 98%.

O principal incentivo para a venda de carros zero emissão estará no bolso do consumidor: a consultoria entende que, com a redução dos custos das baterias, estes carros fiquem mais acessíveis nos próximos anos, atraindo novos clientes. O custo, no entanto, só deve ser competitivo a partir de 2030, quando os automóveis elétricos poderão ter o mesmo preço de modelos a combustão mesmo sem incentivos fiscais.

O estudo destaca ainda que, a partir de 2030, crescerá também o mercado de carros autônomos, que responderá por “parcela significativa das vendas”, indica o estudo, sem detalhar números.

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