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06/12/2017 | 18h37

Indústria

Produção pode chegar a 3 milhões em 2018

Anfavea indica que melhor cenário econômico impulsionará a indústria


SUELI REIS, AB

A produção de veículos no Brasil pode voltar à casa dos 3 milhões de unidades em 2018, acredita a Anfavea, a partir de uma expectativa positiva projetada para o ano que vem. Segundo o presidente da entidade, Antonio Megale, a previsão deste ano deve se consolidar nos 2,7 milhões de unidades, embora o executivo aponte que a o volume ainda pode variar. Com isso e com a melhora prevista para o cenário econômico, o volume do ano que vem deve ser maior que deste:

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“Mantemos a previsão de produção – de 2,7 milhões – mas vamos errar, felizmente vamos errar”, comenta Megale, referindo-se que o volume pode ser ainda maior. “Vai depender da programação de férias das empresas para dezembro”, explica.

Desde 2014 a indústria não alcança o volume. Naquele ano foram produzidos pouco mais de 3,1 milhões de unidades e desde então, com o agravamento da crise econômica, as empresas reduziram drasticamente o ritmo das linhas de montagem, com volumes que não passaram dos 2,4 milhões em cada um dos últimos dois anos.

No entanto, o melhor cenário que se prega para o ano que vem pode impulsionar a indústria a retomar gradativamente seus volumes, movimento que já acontece: até novembro, a produção de veículos cresceu 27,1% sobre igual período do ano passado, ao atingir os 2,48 milhões de unidades, entre leves e pesados. Todos os segmentos elevaram seus volumes, com destaque para os automóveis e comerciais leves, com aumento de 29,4% e 12,8%, respectivamente, na mesma base de comparação.

Contudo, Megale lembra que a ociosidade da indústria continua elevada: “Começa a reduzir, mas ainda está em 45%, sendo que para caminhões ainda está entre 75%, 76%.” Os estoques fecharam novembro com volume estável, de 232,1 mil unidades, equivalentes a 34 dias de vendas, considerando a média de vendas do mês. “Na nossa visão, é um estoque razoável, mas 30 dias é o ideal”, comenta Megale.

Os empregos fecharam novembro com leve queda de 0,3% sobre outubro, para 126,3 mil, uma diferença de 500 pessoas a menos. Sobre novembro do ano passado há aumento de 2,5%. O presidente da Anfavea destaca que cada vez mais pessoas estão voltando aos seus postos de trabalho: o número de empregados afastados fechou em 3.332 em novembro, sendo 1.014 em layoff e 2.318 no PSE (Programa Seguro Emprego). “Em março de 2016 esse número era de 38 mil pessoas afastadas, ou seja, são 35 mil pessoas de volta ao trabalho”, frisa. “Vamos ver o fim do layoff em 2018 e acredito que até o meio do ano que vem consigamos zerar esse índice, mas o PSE deve permanecer como ferramenta que permite essa flexibilização.”


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