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Ford inova com o uso de grafeno em seus carros

Engenharia | 11/10/2018 | 16h24

Ford inova com o uso de grafeno em seus carros

Nanomaterial 200 vezes mais resistente que o aço estará no Mustang e na F-150

REDAÇÃO AB

A Ford será a primeira na indústria automotiva a usar o grafeno em seus veículos. O novo material é leve, 200 vezes mais resistente que o aço e começa a ser aplicado até o fim do ano em peças do Mustang e da F-150. Poderá também ser utilizado em outros carros da marca.

O grafeno já é usado em telefones celulares e artigos esportivos. Além de flexível, é excelente condutor e isolante acústico. A Ford desenvolveu com a Eagle Industries e a XG Sciences uma maneira de usar o nanomaterial em pequenas quantidades, já que ele não é economicamente viável em todas as aplicações. Será utilizado na cobertura de linhas de combustível, bombas e motores como isolante acústico, para tornar a cabine mais silenciosa.

“A inovação aqui não está no material, mas na forma como ele é usado. Com uma quantidade muito pequena, de menos de 0,5%, conseguimos obter melhorias significativas em durabilidade, isolamento acústico e redução de peso”, afirma a líder técnica de sustentabilidade e novos materiais, Debbie Mielewski.



O grafeno foi isolado pela primeira vez em 2004, mas os avanços na sua aplicação são relativamente novos. O primeiro experimento para isolar o grafeno foi feito usando grafite de lápis e um pedaço de fita adesiva. Com a fita foram retiradas camadas de grafite para criar o material. Esse experimento rendeu o prêmio Nobel em 2010 aos seus criadores, Andre Geim e Konstantin Novoselov.

Em 2014 a Ford começou a estudar com fornecedores o uso do material em peças automotivas. Geralmente, reduzir o ruído na cabine dos veículos significa adicionar material e peso, mas com o grafeno é o oposto.

“Uma pequena quantidade tem efeito fonoabsorvente significativo”, diz John Bull, presidente da Eagle Industries. Em testes feitos pela Ford e fornecedores, a espuma misturada com grafeno trouxe redução de 17% no ruído, melhoria de 20% nas propriedades mecânicas e de 30% na resistência ao calor na comparação ao material sem grafeno.



Tags: Ford, Mustang, F-150, grafeno, Eagle Industries, XG Sciences, nanomaterial, Debbie Mielewski.

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