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Caminhões acumulam alta nas vendas de 49% até novembro
Venda de caminhões até novembro somou 68,3 mil unidades. Produção total superou 98 mil

Comerciais | 06/12/2018 | 19h33

Caminhões acumulam alta nas vendas de 49% até novembro

Agronegócio, transporte de químicos e combustíveis recuperam o setor

MÁRIO CURCIO, AB

A venda de caminhões em novembro somou 7,7 mil unidades e registrou pequena queda de 2,7% na comparação com outubro. A média diária de emplacamentos, contudo, passou de 359 para 384 unidades. No acumulado do ano foram 68,3 mil caminhões e alta de 49% sobre o mesmo período do ano passado. Chama a atenção o crescimento dos pesados, que responderam neste ano por quase 31 mil unidades, um aumento de 86,9% na comparação interanual. Os números foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).



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“Os caminhões enfim revelam um crescimento robusto, já que 2017 esteve entre os piores dos últimos dez anos”, afirma o vice-presidente da Anfavea, Luiz Carlos de Moraes.

“Além das boas vendas para o agronegócio, os setores químico e de combustíveis também estão voltando a comprar caminhões, mas ainda falta vir a resposta do varejo, da distribuição urbana e da construção civil”, diz Moraes.



Ele recorda que a recuperação em alguns segmentos ainda é pequena. Os caminhões semileves somaram em todo o ano apenas 3,7 mil unidades. Os leves somaram até novembro 10,6 mil unidades e ligeira alta de 2,7%.

EXPORTAÇÕES


Entre janeiro e novembro as montadoras instaladas no Brasil exportaram 23,5 mil caminhões, uma queda de 9,8% em relação aos mesmos 11 meses de 2017. A crise argentina é apontada como principal motivo para a retração. Os fabricantes procuraram ampliar os embarques para outros mercados como África e Europa, mas não foi possível reverter a queda.

Em volume, os principais segmentos de exportação no acumulado até novembro foram os pesados (8,8 mil unidades) e semipesados (8,3 mil), com quedas, respectivamente, de 5,6% e 13,3%.

PRODUÇÃO


Nestes 11 meses a indústria brasileira montou 98,1 mil caminhões e anotou alta de 29,7% com ajuda do mercado interno. “A economia está puxando as vendas e as frotas estão se renovando”, comemora o presidente da Anfavea, Antonio Megale.

OTIMISMO NO SEGMENTO DE ÔNIBUS


De janeiro a novembro o total de ônibus emplacado no Brasil ainda foi baixo, de 13,6 mil unidades, mas representou alta de 29,3% sobre iguais meses do ano passado. A Anfavea atribui o crescimento do setor à recuperação de três dos quatro segmentos: rodoviário, fretamento (para transporte de funcionários, por exemplo) e escolar, motivado pelo programa governamental Caminho da Escola. Até o fim de 2018 serão cerca de 14,4 mil unidades.

“O ano de 2019 também será favorável por causa das licitações para o transporte público nas grandes cidades. São Paulo, que é a maior delas, deverá puxar a venda de modelos urbanos”, afirma Moraes. Na quinta-feira, 6, a prefeitura da capital paulista relançou os editais das licitações do transporte público para a concessão por 20 anos das linhas de ônibus. O valor dos contratos foi corrigido de R$ 68,1 bilhões para R$ 71,14 bilhões. No acumulado do ano as exportações de ônibus somaram 8,2 mil unidades, anotando discreta queda de 0,8%. Neste caso as montadoras instaladas no Brasil dependem menos da Argentina para vender seus produtos. “Nossa indústria também exporta bastante para países como Colômbia, Chile e México”, recorda o vice-presidente da Anfavea.

Até o fim de novembro as fabricantes instaladas no Brasil haviam produzido 27,4 mil chassis para ônibus, revelando 42% de alta pela comparação interanual. Do total produzido, 78,6% são modelos urbanos.



Tags: Caminhões, ônibus, agronegócio, emplacamentos, Anfavea, Antonio Megale, Luiz Carlos Gomes de Moraes.

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