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Iveco prevê crescimento de 21% das vendas de caminhões em 2019
Marco Borba, vice-presidente da Iveco para América Latina, avalia mercado de caminhões e prevê novo crescimento para 2019 (Foto: Carlos Magno)

Mercado | 07/12/2018 | 14h26

Iveco prevê crescimento de 21% das vendas de caminhões em 2019

Para a montadora, volume total deve superar as 104 mil unidades no Brasil

SUELI REIS, AB | De Sete Lagoas (MG)

Com a expectativa de que o mercado brasileiro encerre 2018 com um volume de vendas totais de 86,5 mil caminhões, incluindo os modelos com PBT de 3,5 toneladas, a Iveco prevê um novo crescimento para o setor em 2019 na ordem de 21%, para 104,7 mil veículos. Se a previsão se confirmar, esta será a primeira vez que o setor superará a faixa das 100 mil unidades em quatro anos. A última vez que se viu um nível acima disso foi em 2014, quando o segmento de pesados registrou pouco mais de 137 mil veículos novos entregues ao mercado interno.

“Superada a crise, o momento do mercado é outro, está apontando para cima e indicando mais de 100 mil unidades”, afirma o vice-presidente da Iveco para a América Latina, Marco Borba.



O executivo lembra a trajetória de depressão do mercado entre 2013 e 2017, quando as vendas caíram abruptamente ano após ano, até começar a retomar o fôlego em meados do ano passado. “Em alguns momentos a crise exigiu algumas adaptações, mas em momento algum a Iveco ‘botou o pé no freio’ e continuamos nos mexendo”, disse, se referindo ao fato de a empresa ter sido uma das poucas fabricantes de veículos comerciais a anunciar investimentos no período da crise – embora o anúncio de US$ 120 milhões entre 2017 até o primeiro semestre de 2019 tenha sido feito durante a Fenatran, maior feira do segmento para a região da América Latina realizada em outubro de 2017, quando o setor já dava sinais mais firmes de recuperação.

O diretor de vendas e marketing, Ricardo Barion, reforçou dizendo que a confirmação de que o pior já havia ficado para trás veio com a reversão da curva de queda dos índices de confiança da indústria, do varejo e de serviços. Por conta desse cenário um pouco mais alentador, a primeira reação é tradicionalmente do mercado de caminhões pesados, responsável por 70% do transporte de cargas no País. Com isso, a nova projeção da montadora apontou para a venda total de 86,5 mil veículos pesados neste ano, o que já representa 43% de aumento com relação a 2017. “Só nos pesados, as vendas devem dobrar este ano”, afirma Barion.

Prova disso é o aumento do índice de tráfego de veículos no Brasil que mostra o total de caminhões registrados em pedágios nas estradas do País: o número já está no patamar verificado em 2012, período antes da crise.

Em sua análise, Borba acredita que como o segmento de pesados teve o maior índice de crescimento deste ano, o crescimento da categoria deverá ser mais linear e menos intenso em 2019. Em contrapartida, as demais categorias, como os semileves, leves e médios devem crescer com índices maiores que os realizados por cada um deles em 2018. “As vendas vão aumentar em 2019 com relação a 2018 e como marca deveremos crescer junto com o mercado. Já como meta, a Iveco quer manter sua participação e crescer em cada segmento; mas não crescer só por crescer e sim aumentar os negócios de uma forma muito sustentável em cada segmento que atuamos”, defende.

ADAPTAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO



Ao longo dos últimos dois anos, a Iveco sofreu transformações importantes em termos de produto, como a descontinuação da linha de médios Vertis, a introdução do câmbio automatizado no semipesado Tector, o lançamento de mais opções na categoria de furgão com o Daily City e agora com o lançamento em 2019 do novo pesado Hi-Road, que substitui o Stralis.

Ele conta que essa recuperação iminente do mercado percebida já no ano passado chamou a atenção dos dirigentes globais da Iveco, o que permitiu dar um passo adiante no planejamento da marca para o mercado local.

Além dos novos produtos com novidades também já confirmadas para 2019, a empresa mantém seu plano de expansão da rede: em 2018, a ideia é encerrar com 74 casas, 16% a mais que as 64 no fim de 2017. No ano que vem, a rede aumentará ainda mais, cerca de 20%, e pretende chegar a 88 unidades, entre revendas (pontos de venda) e pontos de assistência.

“Precisa ser estratégico na redistribuição da capilaridade e sempre olhar as rotas que precisam dessa cobertura. As vezes um local precisa mais de um ponto de assistência do que de vendas e essas 88 concessionárias previstas para 2019 são todas estrategicamente desenhadas e preparadas que cobrem quase 100% da necessidade dos pontos reais de vendas e de pós-venda no País”, afirma Borba.



Tags: Iveco, mercado, vendas, caminhões, 2019, montadora, Marco Borba, Ricardo Barion, pesados.

Comentários

  • EttoreRoberto Nardy

    Coma expectativa das ações já anunciadas pelo novo governo, o mercado de caminhões deverá reagir de forma positiva, uma vez que uma parcela significativa do PIB é, ainda, transportada por terra, veremos um crescimento em números absolutos de marcas consagradas como MAN, MB, Scania, Volvo. A propria DAF, que apesar do parco período de atuação no Brasil já deu mostras a que veio. Agora, no caso particular da IVECO, apesar dos seus 21 anos de Brasil, uma fábrica moderna, excelentes produtos, enormes investimentos realizados ao longo destes 21 anos, a pergunta que fica para o Sr. Marco Borba é o por quê de uma participação de mercado tão pequena. Ettore Roberto Nardy - 11-99181-1002 (WhatsApp)

  • EttoreRoberto Nardy

    Coma expectativa das ações já anunciadas pelo novo governo, o mercado de caminhões deverá reagir de forma positiva, uma vez que uma parcela significativa do PIB é, ainda, transportada por terra, veremos um crescimento em números absolutos de marcas consagradas como MAN, MB, Scania, Volvo. A propria DAF, que apesar do parco período de atuação no Brasil já deu mostras a que veio. Agora, no caso particular da IVECO, apesar dos seus 21 anos de Brasil, uma fábrica moderna, excelentes produtos, enormes investimentos realizados ao longo destes 21 anos, a pergunta que fica para o Sr. Marco Borba é o por quê de uma participação de mercado tão pequena. Ettore Roberto Nardy

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