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Cadeirinhas infantis à venda apresentam pouca proteção
Piores resultados da avaliação surgiram nas cadeirinhas multigrupos, para crianças entre 9 e 36 kg

Segurança | 07/12/2018 | 20h04

Cadeirinhas infantis à venda apresentam pouca proteção

Estudo realizado pela Proteste e Latin NCap teve até cinto rompido no impacto

REDAÇÃO AB

Um teste feito com cadeirinhas infantis pela associação de consumidores Proteste e o Latin NCap encontrou problemas com produtos à venda no Brasil. As cadeiras chamadas multigrupos (para crianças entre 9 e 36 quilos) obtiveram os piores resultados.

Em regra elas sobrecarregam a região do pescoço e permitem o deslocamento das crianças para a frente durante colisões, aumentando o risco de que elas batam no banco da frente. Segundo a avaliação, o desempenho dos produtos foi preocupante no teste de impacto frontal a 64 km/h, demonstrando que numa situação real a cadeira não protegeria a criança de lesões graves na cabeça, pescoço, face e coluna.

Os ensaios foram realizados com bonecos simulando altura e peso de crianças reais de acordo com cada grupo de cadeiras. O veículo empregado nos testes foi o Volkswagen Golf. De acordo com o estudo, o modelo da marca Kiddo Max Plus teve o cinto de segurança rompido na configuração bebê-conforto e a parte do colo do cinto afundou no abdômen do boneco preso ao cinto de segurança do carro, voltado para o banco do motorista. Conhecido como efeito submarino, esse fenômeno pode causar ferimentos graves.

O modelo Maxi Cosi Milofix obteve bom resultado, mas provocou esforços na região do pescoço. A cadeirinha se adapta aos diversos tipos de fixação e ancoragem mas só pode ser utilizada em carros citados em uma lista de veículos que vêm com o produto. O ponto negativo é que se trata, em grande parte, de automóveis europeus, não disponíveis no Brasil. Essa falta de clareza obriga o consumidor a ter de contatar o fabricante.

No que se refere à colisão frontal, uma boa constatação é que as cadeirinhas do grupo 0+, até 13 kg, alcançaram bons resultados. Isso mostra que artigos voltados para grupos específicos tendem a oferecer mais proteção do que as cadeirinhas evolutivas, que podem ser utilizadas de recém-nascidos a 36 kg.

Outra falha séria, e o ponto recorrente mais fraco desses dispositivos, é a falta de segurança no impacto lateral em razão de os apoios laterais não serem suficientemente dimensionados para preservar a região da cabeça da criança. Nenhum modelo foi considerado completamente seguro. Seria um ponto carente de regulamentação, segundo a Proteste.

MELHOR DO TESTE


Dos bebês-conforto, o modelo Chicco Key Fit foi o melhor do teste por apresentar os resultados mais adequados em segurança e facilidade de instalação. Os modelos Burigotto Touring Evolution 3042 e Lenox Cozycot receberam o título Escolha Certa pelo bom custo-benefício.

Entre as cadeirinhas multigrupos, a Maxi Cosi Milofix foi a mais bem avaliada e a Cosco Auto Envolve foi eleita a Escolha Certa, também pelo custo-benefício. A Proteste levou os resultados ao Inmetro e à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), pedindo medidas para o modelo cujo cinto rompeu e apresentou o problema potencialmente grave do efeito submarino.



Tags: Proteste, Latin NCap, Inmetro, Kiddo Max Plus, Maxi Cosi Milofix, Chicco Key Fit, Burigotto Touring Evolution 3042, Lenox Cozycot.

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