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Opinião | Ana Tissoni |

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Ana Tissoni

03/05/2021

Mobilidade urbana: novos caminhos para o setor automotivo

Tendências estão no radar das fabricantes e influenciam comportamento da indústria



Primeiramente, o que é a mobilidade urbana? Podemos traduzir como o movimento dentro das cidades, ou seja, como as pessoas se locomovem pelas ruas de grandes centros.

E a população pode fazer isso de forma coletiva, por meio de ônibus, metrô, trem, e também individualizado, como a pé, bicicletas, motos, carros etc. Temos ainda alguns meios pouco tradicionais, mas já adeptos à cultura urbana como skates, patinetes e até monociclos.

É nesses ambientes com grande concentração de pessoas e negócios que as novas tecnologias proliferam e impactam também a maneira de se locomover. O patinete, por exemplo, não é uma invenção moderna, afinal, sempre foi um brinquedo de criança, mas foi inserido na dinâmica urbana no modelo elétrico e por compartilhamento. E isso mostrou como a tecnologia aplicada ressignifica inclusive a mobilidade.

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E O FUTURO?



As tendências vêm e vão, mas só algumas se sustentam com a convergência de diversos fatores, inclusive, mercado, como foi o caso do patinete que, hoje, está mais restrito a itens de uso particular e menos por compartilhamento. Mas a sustentabilidade deixou de ser uma tendência e veio para ficar, principalmente com a ascensão dos elétricos.

Além dos elétricos que são menos poluentes e já vêm sendo notados no dia-a-dia das vias urbanas e das previsões de investimentos de empresas, o compartilhamento de veículos por meio de aplicativos de viagens passa por esse mesmo aspecto. E uma ferramenta crucial nesse contexto é a conectividade que, além de otimizar investimentos, garante mais monitoramento e interatividade, conceitos-chave no mundo atual.

Isso se trata não somente de um benefício ao meio ambiente, mas principalmente da adoção da tecnologia em grande parte da sociedade. Aqui estão alguns temas que vão, cada vez mais, se tornar parte da mobilidade urbana:

1- Veículos compartilhados



Existem hoje plataformas que permitem que carros sejam alugados apenas por determinados períodos. Seja um dia inteiro, algumas horas ou uma semana: a personalização do tempo de uso é inteira do cliente. Essa oferta trata o carro como um serviço, ressignificando o seu uso e priorizando a locomoção do cliente.

2- Carros e caminhões autônomos



Embora a malha urbana brasileira ainda seja desafiadora para os testes aplicados em carros autônomos, o cenário está próximo de se concretizar. Globalmente, esse tipo de veículo já é uma realidade e países como Holanda, Singapura, Noruega e outros já possuem políticas, legislação, tecnologia e infraestrutura para receber os veículos autônomos. Veja a lista completa.

A previsão é de que em 2025 esse cenário já represente 4% do total de veículos vendidos no mundo, segundo a Ernst & Young. A iniciativa também favorece o futuro da logística, que reflete principalmente a atuação dos caminhões na sociedade. Os principais benefícios são a redução do uso de combustível e a diminuição de incidentes de trânsito.

3- Elétricos



Embora esse modelo seja promissor, principalmente pela relevância que a proteção ao meio ambiente vem ganhando, há ainda muito a se percorrer quanto à distribuição de energia nas cidades, o que compromete a circulação de veículos deste modelo. O ponto alto é o ganho em conectividade e interatividade com o meio, o que gera infinitas possibilidades.

4- Conectividade



Desde o famoso GPS até carros que freiam sozinhos e assistentes virtuais que permitem interagir com o mundo através do veículo, evitando, inclusive, acidentes nas vias. Isso tudo já é real e, até 2025, é possível que medidas ainda mais atuais sejam implementadas a cada veículo comercializado, seja carro, caminhão ou até mesmo os patinetes elétricos.

COMO O MERCADO REAGE A ESSAS TENDÊNCIAS?



As novas soluções de mobilidade urbana, assim como as inovações cada vez mais adotadas na indústria automotiva, são premissas reais deste mercado. Mas sempre com cautela e muito direcionamento.

Grandes montadoras, por exemplo, já possuem estratégias tecnológicas que desafiam determinadas experiências. Por exemplo, o mercado de carros elétricos é o projeto piloto de crescimento para essas empresas, com vendas promissoras no mundo. Já no Brasil, a sua participação ainda possui um valor simbólico, chegando a 1% de mercado, o que, de qualquer forma, já pode ser apontado como um início. Fabricantes como Volkswagen, General Motors, Volvo, BMW e Hyundai já têm estratégias locais nessa direção.

Os dados você confere clicando aqui.

Essas tendências também se refletem na maneira como o setor se relaciona. Ana Paula Pinto, gerente da Fenatran, uma das maiores feiras de transporte rodoviário do mundo, destaca como o digital tem influenciado essa dinâmica do mercado: “Fizemos uma pesquisa com a nossa comunidade que apontou que 90% comprariam novos produtos em ações virtuais da Fenatran. A adoção de ferramentas digitais está se tornando uma realidade nesse segmento, incrementando o alcance e posicionamento.”

Os impactos gerados pela pandemia de Covid-19 aceleraram muitas transformações em um mercado que não deixou de crescer, mas que, como praticamente todos, precisou se adaptar. “Elétricos, tecnologia, omnichannel: todos temas que já são uma realidade no setor de transporte e logística hoje. Temas que podem ser muito bem trabalhados por meio do digital, pois existe uma infinidade de conteúdo sobre eles. Atualmente, a geração de negócios se concretiza no face to face, mas obrigatoriamente passa pelo digital”, completa Ana Paula, da Fenatran.

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- Fenatran além do conteúdo: conexão e negócios fazem parte da estratégia
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E é por isso que a Fenatran, assim como a Automec, a maior feira de autopeças equipamentos e serviços, se adiantaram e firmaram uma parceria com a Automotive Business e seu novo projeto editorial: o Mobility Now. Este projeto trará novidades do mercado, informações sobre a mobilidade urbana por meio de tecnologias e demais retratos e recortes dessa atualidade através do site e a Mobility Now, no site da Automotive Business.


*Ana Tissoni é analista de comunicação da Reed Exhibitions.

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