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05/11/2009

Hora de lapidar talentos - Por Luiz Gonzaga Bertelli*

Foi-se o tempo em que as empresas precisavam apenas de trabalhadores braçais para executar funções básicas na linha de produção.

Foi-se o tempo em que as empresas precisavam apenas de trabalhadores braçais para executar funções básicas na linha de produção. Com o avanço da tecnologia nas últimas décadas, o processo produtivo passou exigir profissionais cada vez mais capacitados, com conhecimentos técnicos específicos e atitudes compatíveis com a nova realidade do mundo corporativo. Máquinas e computadores não substituem o ser humano, mas precisam dele para ser controladas. Com isso, o capital intelectual ganhou importância fundamental nas empresas e quem não investir na formação de talentos pode tornar-se rapidamente obsoleto no competitivo mercado globalizado.

Um dos antídotos para evitar a ausência de novas idéias no ambiente corporativo é o investimento no estágio, que capacita os jovens para exercer seu potencial e vencer os futuros desafios da empresa. Os estudantes trazem novo ânimo e oxigênio, contagiando o ambiente, com informações, muitas vezes inovadoras, que trazem consigo das salas de aula e podem alavancar os resultados. Portanto, em época de crise, é um trunfo a mais que as organizações podem tirar da manga.

Para o jovem, conseguir um estágio é um salutar complemento da sua formação, importantíssimo para seu desenvolvimento futuro na profissão. Mas para chegar lá e alcançar o sucesso almejado - que pode ser traduzido pela efetivação -, é necessário mostrar competência, força de vontade e, acima de tudo, dedicação. No ditado popular, seria como juntar a fome com a vontade de comer. A fome dos estagiários por uma chance para adquirir conhecimentos práticos e mostrar seu talento; para as empresas, a vontade de formar seu próprio capital humano, dentro de suas diretrizes e cultura corporativa.

Os empresários já acordaram para a importância de investir na formação dos colaboradores, de qualquer nível, dada às exigências atuais dos tempos modernos. Vou insistir: só sobreviverá no mercado aquele que investir em pessoal qualificado. E para ajudar na construção desses talentos, o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) atua, há 45 anos, como uma eficiente ponte entre a escola/universidade e as empresas, já tendo encaminhado mais de oito milhões de jovens para o mercado de trabalho. Quem investe na juventude, está enriquecendo suas possibilidades de um presente e futuro promissores. É como se fosse uma poupança, na qual se aplica para colher frutos dentro de poucos anos. Neste momento, em que a crise financeira ronda as atividades empresarias, mas com fissuras no Brasil bem menores, o investimento no talento dos jovens é uma saída engenhosa e inteligente para o empreendedor e - porque não dizer - para o país.

* Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e diretor da FIESP.

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