A solução para Euro 4 está no Ibama

A vigência da norma de emissões P6 (equivalentes a Euro 4) estabelecida pelo Conama e endossada pelo ministro Carlos Minc para janeiro de 2009 traz inúmeras contradições e impasses ao mercado de caminhões e ônibus.

Por Automotive Business
  • 22/09/2008 - 00:00
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
  • um minuto de leitura
    A vigência da norma de emissões P6 (equivalentes a Euro 4) estabelecida pelo Conama e endossada pelo ministro Carlos Minc para janeiro de 2009 traz inúmeras contradições e impasses ao mercado de caminhões e ônibus. A indústria já afirmou que não terá caminhões dentro desses padrões antes de 2010 – ou seja, 36 meses após a publicação da portaria da ANP que especificou o diesel a ser utilizado pelos veículos. Os fabricantes se amparam no Artigo 7º da Lei 8.723, de 28 de outubro de 1993, que estipula esse prazo de três anos para desenvolvimento e testes dos veículos após a disponibilidade do combustível para testes. Não haverá caminhões e nem mesmo combustível adequado em janeiro. O próprio ministro já deve ter se certificado disso mas, pressionado pela opinião pública e ambientalistas, pretende insistir no cumprimento da Resolução 315, de 29 de outubro de 2002. Acuado diante de artigo nos jornais denunciando um ‘acordo sujo’ com as montadoras para acomodar a situação em troca de medidas compensatórias para o meio ambiente, ele permance em posição difícil. Se tudo for levado ao rigor da lei e da Resolução 315, não haverá caminhões para atender o mercado. Como o Brasil não deve parar, qual será a saída? A resposta estará num entendimento de bom senso e a pura aplicação do Artigo 34 da Resolução 315, que diz: ‘O Ibama, mediante decisão motivada e exclusiva, poderá conceder ao fabricante ou importador dispensa temporário de atendimento ao estabelecido nesta Resolução’. Ministro, ANP, Petrobras e montadoras teriam muito a conversar sobre o fracasso da etapa atual de controle de emissões, mas as trocas de acusações sobre responsabilidades e culpas têm acontecido nos bastidores. A ANP demorou demais a publicar a especificação? Sem dúvida. A Petrobras adotou uma atitude passiva, assim como a maioria dos fabricantes de componentes, motores e veículos? Também é verdade. A opinião pública e os ambientalistas gritaram tarde? Provavelmente sim. Mas agora todos estão de plantão, juntamente com a mídia, para evitar novas omissões e reclamar um entendimento imediato que atenda a comunidade.