Álcool deixa de ser vantajoso em três estados

Litro do combustível custa R$ 1,647, em média.

Por Wellton Máximo, Agência Brasil
  • 13/10/2010 - 09:31
  • | Atualizado há 2 months, 1 week
  • 2 minutos de leitura

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    Wellton Máximo, Agência Brasil

    Com o reajuste médio de 2,9% nas últimas quatro semanas, abastecer com álcool deixou de ser vantajoso em três estados: Espírito Santo, Minas Gerais e Santa Catarina. Agora, somente em 12 estados compensa encher o tanque com o combustível.

    Atualmente, o litro do álcool sai, em média, por R$ 1,647, contra R$ 1,60 no início de setembro. Em relação a junho, quando o combustível chegou ao valor mais baixo no ano (R$ 1,537), o preço subiu 7,1%.

    Os dados constam de balanço semanal divulgado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Apesar da alta das últimas semanas, o álcool ainda está 16,9% mais barato do que em fevereiro, quando o preço do litro encostou em R$ 2 e atingiu o nível mais alto em 2010: R$ 1,983.

    De acordo com a ANP, a opção pelo álcool ainda é vantajosa em 12 estados: Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo e Tocantins. No Distrito Federal, não há diferença para o consumidor. Nos demais estados, o abastecimento com gasolina traz mais benefícios.

    O litro mais caro do país está no Acre (R$ 2,363) e em Roraima (R$ 2,343). Os preços ma.s baixos foram registrados em Goiás (R$ 1,502) e São Paulo (R$ 1,508). Se for comparada a diferença entre o preço na bomba e nas distribuidoras, as maiores margens de lucro estão no Acre (R$ 0,587) e Amapá (R$ 0,439). As menores diferenças ocorrem no Ceará (R$ 0,163) e no Amazonas (R$ 0,17).

    Apesar de ser mais barato do que a gasolina, o álcool tem consumo maior. De acordo com especialistas, encher o tanque com álcool só é vantajoso se o combustível custar até 70% do preço da gasolina. Entre 70% e 71%, a escolha é indiferente.

    Segundo o levantamento da ANP, o maior benefício em abastecer com álcool está em Mato Grosso, onde a relação está em 58,4%, e em Goiás, com 61,1%. A desvantagem é maior em Roraima (82,5%) e no Acre (80,2%).